Foto: Mardonio Vieira

Segurança pública e combate à ilegalidade são centrais para o ambiente de negócios, apontam parlamentares em evento da CNC

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Painel da Agenda Institucional 2026 reuniu deputados e Diretoria de Relações Institucionais para discutir impactos do crime organizado no comércio

A segurança pública e o enfrentamento do contrabando e da pirataria foram destacados como fatores determinantes para a melhoria do ambiente de negócios no País durante painel da Agenda Institucional 2026 da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizado nesta quarta-feira (25), em Brasília. O debate contou com a participação dos deputados federais Mendonça Filho (União-PE) e Julio Lopes (PP-RJ), com mediação da Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC, representada por Fabíola Melo e Heitor Cintra.

Durante o encontro, os parlamentares destacaram a crescente influência do crime organizado em atividades econômicas, com efeitos diretos sobre a concorrência, a arrecadação e a segurança da população. A presença de mercados ilegais, associada à expansão da pirataria e do contrabando, compromete a competitividade das empresas que atuam dentro da legalidade.

O deputado Mendonça Filho ressaltou que a segurança pública se consolidou como uma das principais demandas da sociedade brasileira, com impactos que ultrapassam a esfera social e atingem diretamente o funcionamento da economia. “A insegurança hoje no Brasil é algo presente na vida de todos e afeta diretamente o ambiente de negócios”, afirmou. Segundo ele, há uma percepção generalizada de perda de controle do Estado sobre determinadas áreas, o que exige respostas institucionais mais robustas.

O parlamentar também mencionou avanços no debate legislativo, incluindo a proposta de emenda constitucional voltada à reorganização do sistema de segurança. “Ou o Brasil reage de forma vigorosa no combate ao crime organizado, ou continuará perdendo espaço para essas organizações”, declarou.

Já o deputado Julio Lopes enfatizou o impacto da ilegalidade no cotidiano da população e na dinâmica dos mercados. “Há milhões de brasileiros que vivem sem poder escolher o que consumir ou qual serviço contratar porque estão submetidos a regras impostas pelo crime”, ressaltou. De acordo com ele, a atuação de organizações criminosas em territórios urbanos restringe a liberdade econômica e impõe práticas comerciais irregulares.

O parlamentar também destacou o avanço das perdas econômicas associadas à pirataria e à sonegação. “Saímos de um patamar de bilhões para centenas de bilhões de reais em prejuízos anuais. É um crescimento que demonstra a gravidade do problema”, explicou. Segundo Lopes, a ilegalidade afeta cadeias produtivas inteiras e distorce a concorrência no mercado formal.

Os participantes convergiram na avaliação de que o enfrentamento do problema exige uma abordagem estruturada, com articulação entre políticas de segurança pública, fiscalização tributária e medidas de conscientização da sociedade. Nesse contexto, foi ressaltado o papel de instituições como a Receita Federal e os órgãos de controle de combate a crimes econômicos, especialmente aqueles vinculados a redes organizadas.

A mediação da DRI reforçou que o tema integra a Agenda Institucional do Sistema Comércio por seu impacto direto no setor terciário, que depende de um ambiente regulatório estável e de condições equitativas de concorrência. A Diretoria enfatizou ainda a importância de ampliar o diálogo entre o setor produtivo e o poder público na construção de soluções para o problema.

O painel integrou a programação da Agenda Institucional 2026, iniciativa da CNC que reúne lideranças empresariais, parlamentares e especialistas para debater pautas prioritárias para o desenvolvimento do comércio de bens, serviços e turismo no Brasil.

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