José Roberto Tadros toma posse na Academia Luso-Brasileira de Letras

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Cerimônia no Rio de Janeiro marcou o ingresso do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac como titular da cadeira 42, que tem como patrono o escritor José de Alencar

A Academia Luso-Brasileira de Letras (ALBL) realizou, na quinta-feira (28), na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) no Rio de Janeiro, a cerimônia de posse do presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, como titular da cadeira 42, cujo patrono é o escritor José de Alencar. Tadros sucede a escritora Maria de Fátima dos Santos Parente Ferreira, reconhecida por sua contribuição à literatura e à cultura luso-brasileira.

A solenidade, conduzida pela presidente da ALBL, professora Maria Amélia Amaral Palladino, contou com a presença de diplomatas, escritores e representantes de instituições culturais, como a embaixadora Gabriela Soares de Albergaria, cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro; Francisco Amaral Neto, presidente da Academia Brasileira de Letras Jurídicas e presidente de honra da ALBL; e Sérgio Fonta, presidente da Academia Carioca de Letras.

O evento incluiu a execução dos Hinos do Brasil e de Portugal, o juramento de Tadros, a entrega do diploma, do colar e do cartão de identidade acadêmica, além da saudação de Amaral Neto em nome da Academia.

Um tributo às letras e à história

Em seu discurso, Tadros destacou a honra de ocupar a cadeira 42 e reverenciou a memória de Maria Parente, autora de 15 livros e reconhecida com premiações no Brasil e em Portugal. Ele também dedicou um longo trecho ao patrono da cadeira, José de Alencar, relembrando sua trajetória como romancista, advogado e político, além do impacto de obras como O Guarani, Iracema e Senhora.

“O falecimento de José de Alencar é a viuvez em que se acha a literatura da pátria”, citou Tadros, recuperando palavras de Machado de Assis. O presidente da CNC também exaltou o papel da ALBL como espaço de preservação do diálogo cultural entre Brasil e Portugal.

Literatura como herança humanista

Inspirado na obra de Fernando Pessoa, Tadros iniciou e encerrou seu pronunciamento citando versos do poema Mar Português: “Tudo vale a pena se a alma não é pequena”. Ele ressaltou a importância do humanismo e do pensamento crítico como pilares do desenvolvimento cultural:

“Há de prevalecer o conceito humanístico de que nada se busca no território brumoso do futuro senão através do gênio e da compreensão. Os centros acadêmicos consagram a inteligência como dote supremo da vida, sem que as adjacências da mediocridade insidiosa conturbem o perfil límpido da estética e da cultura”.

Tadros agradeceu a homenagem prestada pelos acadêmicos e salientou o papel do professor e jurista Francisco Amaral Neto, conselheiro da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em sua trajetória. A cerimônia foi encerrada com o hino da cidade do Rio de Janeiro e uma recepção aos convidados.

A mesa solene foi composta pela presidente da Academia Luso-Brasileira de Letras, Maria Amélia Amaral Palladino; pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros; pelos acadêmicos Eduardo Moreira, Manuel Domingos da Cruz Gonçalves e Márcia Agrau; pela embaixadora Gabriela Soares de Albergaria, cônsul-geral de Portugal no Rio de Janeiro; pelo presidente da Academia Brasileira de Letras Jurídicas, Francisco Amaral Neto; pelo presidente do Instituto Silvio Meira, André Meira; pelo presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Victorino Chermont de Miranda; pelo presidente em exercício da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas, Julio Antonio Lopes; pelo presidente da Academia Carioca de Letras, Sérgio Fonta; pelo acadêmico Paulo Alonso, também integrante do Conselho de Notáveis da CNC; e por José Roberto Tadros Junior, membro honorário da Academia de Ciências e Letras Jurídicas do Amazonas, representando o jurista José Bernardo Cabral.

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