Em relação ao recorde de 9,1 milhões de empresas inadimplentes no País, segundo dados da Serasa Experian divulgados hoje, o dado é mais um sinal de alerta sobre as dificuldades que vêm atingindo empresas e famílias. Dados do Banco Central também apontam que a inadimplência entre as empresas atingiu o maior patamar para meses de junho em nove anos. A maior parte dos CNPJs negativados pertence a pequenos e microempreendedores, justamente os que têm menos margem para suportar um ambiente econômico adverso. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se solidariza com cada empresário que atravessa esse momento tão difícil das suas vidas e de suas empresas.
Ao mesmo tempo, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (Peic), da CNC, vem registrando, neste ano, níveis recordes de endividamento e, especialmente, de inadimplência dos consumidores. Em julho, 82% das famílias estavam endividadas, o que significa menos espaço no orçamento para consumir além do básico.
Para o empresário, é um alerta direto: há menos demanda, crédito caro e margens mais apertadas. Quando consumidores e empresas enfrentam dificuldades ao mesmo tempo, fica evidente que o ambiente para consumir, investir e empreender já vem se estreitando há bastante tempo.
Medidas como a renegociação de dívidas dos consumidores, embora aliviem momentaneamente, precisam estar coordenadas com ações que permitam ao Banco Central promover a queda dos juros, para que sejam dadas as condições de equilíbrio para quem consome, produz, investe e gera empregos.
A CNC seguirá atuando com firmeza em defesa das empresas do setor terciário e na promoção de um ambiente de negócios que estimule os investimentos e a geração de empregos e renda.