II Conferência Nacional do Trabalho encerra debates com aprovação de propostas e forte atuação da CNC

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Evento tripartite reuniu mais de 3 mil delegados em São Paulo; CNC marcou presença e reforçou compromisso com o diálogo social e o fortalecimento das relações de trabalho

A II Conferência Nacional do Trabalho (CNT), realizada de 3 a 5 de março, em São Paulo, foi encerrada com a aprovação de 10 das 17 propostas analisadas em plenária final. Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o encontro reuniu representantes de trabalhadores, empregadores e governo para debater e formular políticas públicas voltadas à promoção do emprego e do trabalho decente no Brasil.

Mais de 3.000 delegados e delegadas de todo o País participaram do evento que analisou 370 propostas oriundas das etapas estaduais realizadas entre setembro e dezembro de 2025 em todos os Estados brasileiros.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou das atividades com uma comitiva de 70 representantes do Sistema Comércio, acompanhando debates sobre relações de trabalho, negociação coletiva, segurança jurídica, qualificação profissional e impactos das transformações tecnológicas no mercado de trabalho.

Representando a CNC, estiveram presentes o diretor da Confederação e presidente em exercício da Fecomércio-SP, Ivo Dall’Acqua Junior; a advogada especialista Luciana Diniz, que integrou a Comissão Organizadora Nacional da Conferência desde o início do processo; e o advogado especialista Roberto Lopes.

“A II CNT reafirma a importância de um espaço verdadeiramente tripartite, no qual governo, empregadores e trabalhadores constroem consensos para promover um ambiente de trabalho mais equilibrado e produtivo. Para a CNC, participar desse processo é reafirmar nosso compromisso com o diálogo social e com a formulação de políticas que favoreçam a segurança jurídica, a competitividade e o desenvolvimento do País”, ressaltou Dall’Acqua.

Um ano de trabalho

A etapa nacional é fruto de um processo iniciado em 2025, com conferências preparatórias realizadas em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Luciana Diniz destacou que a conferência foi resultado direto de um processo de negociação entre as bancadas, buscando o exercício do diálogo social e melhorias nas relações de trabalho.

“A CNC participou da Comissão Organizadora Nacional, contribuindo para a construção do regulamento, das metodologias e do apoio às Federações em cada etapa. Por isso, estivemos tão presentes, levando uma equipe de 70 pessoas a São Paulo para acompanhar todo o processo”, explicou a advogada especialista.

Governo federal

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou a centralidade do diálogo tripartite na formulação de políticas públicas para o mundo do trabalho. O evento reuniu ainda o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros como Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e Márcio França (Empreendedorismo).

O ministro Luiz Marinho acompanhou toda a programação, ressaltando que a conferência foi construída “a partir do diálogo, como ponto de partida para aperfeiçoar consensos”.

Na avaliação da CNC, com a aprovação das propostas e a assinatura da Declaração Final, a II CNT é encerrada como um marco do diálogo social no País, reforçando a importância da participação direta das entidades representativas na formulação de diretrizes para as políticas públicas de emprego, trabalho e renda.

“A Confederação reafirmou, durante o evento, o seu papel estratégico na defesa de um ambiente institucional equilibrado, seguro e favorável ao desenvolvimento dos setores de comércio, serviços e turismo”, avaliou Ivo Dall’Acqua.

Agenda com a OIT

Antes da abertura oficial, a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para a América Latina e Caribe, Ana Virgínia Moreira Gomes, reuniu-se com representantes de trabalhadores e empregadores para dialogar sobre produtividade, inteligência artificial, qualificação, formalização e transformações tecnológicas.

Participaram das reuniões lideranças da CNC, Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop), Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA). Em outra reunião, a OIT fez o diálogo com os representantes de trabalhadores.

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