José Roberto Tadros participa de debates sobre contrabando, mercado paralelo e fortalecimento da cooperação regional entre entidades empresariais da América do Sul
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) formalizou, nesta terça-feira (30), sua adesão ao Conselho de Associações Empresariais Sul-Americanas pelo Comércio Lícito, durante o primeiro dia do V Encontro da entidade, realizado na sede da Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC), em Buenos Aires. A entrada da Confederação no grupo ocorre após o aceite do convite encaminhado pela entidade anfitriã e amplia a participação brasileira nas discussões regionais sobre o combate ao contrabando e ao comércio ilegal.
O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, representou a Confederação no encontro que reúne lideranças empresariais da Argentina, Bolívia, Chile, Peru e Equador, países-membros do Conselho, além de Brasil e Uruguai, convidados para integrar os debates sobre estratégias conjuntas de enfrentamento ao comércio ilícito na América do Sul.
A programação do primeiro dia incluiu uma reunião preparatória para os trabalhos desta quarta-feira (1º), quando serão discutidas políticas públicas de combate ao contrabando, os impactos do comércio legal diante do mercado paralelo, conhecido como comércio cinza, e o fortalecimento da atuação coordenada das câmaras empresariais sul-americanas.

Integração regional
A adesão da CNC ao Conselho representa um avanço na articulação regional em defesa do comércio formal, da concorrência leal e da proteção dos consumidores. O encontro parte do entendimento de que o comércio ilícito ultrapassa fronteiras nacionais e exige respostas integradas entre governos, setor privado e órgãos de fiscalização.
A experiência apresentada pela Câmara de Comércio e Serviços do Uruguai (CCSUY) mostrou que o fenômeno afeta diretamente a competitividade das empresas formais, substitui empregos registrados por atividades sem proteção social, expõe consumidores a produtos sem rastreabilidade e enfraquece a cultura de cumprimento das normas.
Entre as prioridades apontadas para uma agenda comum entre os países, estão o compartilhamento de informações sobre rotas e modalidades do contrabando, a cooperação aduaneira, a proteção à propriedade intelectual, a criação de indicadores regionais comparáveis e campanhas permanentes de conscientização dos consumidores.
Comércio ilegal avança com novas dinâmicas digitais
Os debates também evidenciaram o crescimento do comércio ilícito por meio de plataformas digitais e marketplaces. Estudo apresentado pela consultoria MAP Latam indica que a expansão do comércio eletrônico na América Latina, associada à falta de mecanismos eficazes de controle e identificação dos operadores, ampliou significativamente o alcance do contrabando e da falsificação de produtos. O levantamento mostra que, em 2024, a América Latina foi a segunda região do mundo com maior crescimento do comércio eletrônico, com expansão anual de 11,5%, acima da média global de 8,8%. Dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) também apontam que 75% dos produtos falsificados apreendidos no comércio internacional foram transportados por serviços postais e empresas de entrega expressa, enquanto 79% dos envios continham menos de dez itens.
Para as entidades empresariais, a digitalização representa um desafio crescente, mas também uma oportunidade para ampliar a rastreabilidade das operações, integrar bases de dados dos órgãos de controle e fortalecer mecanismos de fiscalização e formalização econômica.
Impactos econômicos e sociais do contrabando
Os estudos apresentados durante o encontro reforçaram que o comércio ilícito gera prejuízos para consumidores, empresas e governos. Além da concorrência desleal e da perda de arrecadação tributária, a prática compromete a segurança sanitária, fragiliza os direitos dos consumidores e pode alimentar redes de criminalidade organizada.
Na Argentina, levantamento da MAP Latam aponta que o país ocupa a 120ª posição entre 158 nações avaliadas pelo Índice de Comércio Ilícito da TRACIT em 2025, evidenciando os desafios para conter o avanço do contrabando em diversos setores econômicos. O estudo estima perdas fiscais de US$ 2,3 bilhões anuais, equivalentes a 0,3% do Produto Interno Bruto argentino, além da eliminação de aproximadamente 10 mil empregos formais.
A experiência uruguaia apresentada no encontro também destacou a importância de políticas específicas para regiões de fronteira, combinando incentivos tributários, estímulos ao emprego formal, modernização dos meios de pagamento e a criação de observatórios permanentes para monitorar a atividade econômica local.
Participação brasileira amplia cooperação empresarial
Com a formalização da adesão da CNC ao Conselho de Associações Empresariais Sul-Americanas pelo Comércio Lícito, o Brasil passa a integrar de forma mais ativa a construção de propostas regionais voltadas à defesa da economia formal e da livre concorrência.
O encontro em Buenos Aires ressalta a compreensão de que o enfrentamento ao comércio ilegal depende da atuação coordenada entre o setor privado e o poder público, baseada no compartilhamento de informações, na modernização dos mecanismos de fiscalização e no fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção do mercado formal e dos consumidores.agiliza os direitos dos consumidores e pode alimentar redes de criminalidade organizada.
Na Argentina, levantamento da MAP Latam aponta que o país ocupa a 120ª posição entre 158 nações avaliadas pelo Índice de Comércio Ilícito da TRACIT em 2025, evidenciando os desafios para conter o avanço do contrabando em diversos setores econômicos. O estudo estima perdas fiscais de US$ 2,3 bilhões anuais, equivalentes a 0,3% do Produto Interno Bruto argentino, além da eliminação de aproximadamente 10 mil empregos formais.
A experiência uruguaia apresentada no encontro também destacou a importância de políticas específicas para regiões de fronteira, combinando incentivos tributários, estímulos ao emprego formal, modernização dos meios de pagamento e a criação de observatórios permanentes para monitorar a atividade econômica local.
Participação brasileira amplia cooperação empresarial
Com a formalização da adesão da CNC ao Conselho de Associações Empresariais Sul-Americanas pelo Comércio Lícito, o Brasil passa a integrar de forma mais ativa a construção de propostas regionais voltadas à defesa da economia formal e da livre concorrência.
O encontro em Buenos Aires ressalta a compreensão de que o enfrentamento ao comércio ilegal depende da atuação coordenada entre o setor privado e o poder público, baseada no compartilhamento de informações, na modernização dos mecanismos de fiscalização e no fortalecimento das instituições responsáveis pela proteção do mercado formal e dos consumidores.