CNC e IUB alinham ações para fortalecer atuação na Frente Parlamentar do Ambiente de Negócios

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Entidades avançam na construção de agendas conjuntas e no fortalecimento da articulação com o Congresso Nacional

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) recebeu, nesta sexta-feira (30), em Brasília, representantes do Instituto Unidos Brasil (IUB) para fortalecer a parceria no âmbito da Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN). O encontro reuniu as equipes da Diretoria de Relações Institucionais (DRI) da CNC e do IUB para alinhar estratégias, construir uma atuação conjunta eficiente e fortalecer o papel das entidades apoiadoras nas pautas prioritárias do setor produtivo.

O vice-presidente do IUB, Disraelli Galvão, destacou que a aproximação entre as instituições reforça a confiança mútua e fortalece o trabalho conjunto na FPN. “Essa aproximação funciona como um selo de confiança. Juntos, conseguimos consolidar a Frente como um espaço estratégico de mobilização em defesa do ambiente de negócios no País. A nossa expectativa é ampliar o engajamento dos parlamentares nas pautas prioritárias para o comércio de bens, serviços e turismo.”

A diretora de Relações Institucionais da CNC, Nara de Deus, destacou que essa articulação será ampliada com a integração da Rede Nacional de Assessorias Legislativas (Renalegis) da Confederação, iniciativa que busca potencializar o trabalho conjunto com a FPN e fortalecer a atuação nos estados.

“A proposta é realizar uma reunião com todos os assessores da Renalegis, rede que reúne representantes das nossas Federações estaduais. É fundamental que todos estejam alinhados a essa agenda comum, porque essa articulação fortalece muito o trabalho na base e amplia nossa capacidade de mobilização nos estados”, explicou Nara.

Protagonismo institucional e prioridades

Durante a reunião, o coordenador do Legislativo da DRI, Felipe Miranda, apresentou a estrutura organizacional e as pautas prioritárias do Sistema CNC–Sesc–Senac. Ele lembrou que a CNC possui capilaridade nacional, com representação empresarial em praticamente todos os municípios brasileiros, além das 11 Câmaras Setoriais que tratam de temas específicos e transversais, como Combustíveis, Gêneros Alimentícios, Serviços, Imóveis, Farmácia, Óptica, Veículos, Materiais de Construção, Mulheres, Tecnologia e Inovação e Comércio Exterior.

As Câmaras Setoriais são espaços consultivos que reúnem lideranças empresariais e especialistas para discutir pautas específicas e transversais. Cada assessor da DRI é responsável pela articulação de uma ou mais Câmaras, realizando interlocução técnica, monitoramento legislativo e encaminhamento de demandas.

Segundo Miranda, a CNC trabalha para ampliar seu protagonismo institucional. “Nossa perspectiva para 2026 é construir bases sólidas para 2027.”

Miranda explicou sobre a reestruturação da DRI, iniciada em 2019, que duplicou o tamanho da equipe e fortaleceu a atuação junto aos Poderes Executivo e Legislativo, permitindo acompanhar com maior precisão normas, regulamentações e oportunidades estratégicas.

Durante o encontro, também foi reforçada a articulação da agenda institucional da CNC com o trabalho social desenvolvido pelo Serviço Social do Comércio (Sesc) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Essa integração amplia o alcance das ações da Confederação e fortalece seu impacto social em todo o País, apoiado pela presença dos braços sociais em mais de 2.600 municípios.

Eixos temáticos da DRI

A DRI estruturou sua atuação em seis núcleos temáticos, que foram apresentados de forma didática aos representantes do IUB, com os temas e projetos monitorados cotidianamente.

1. Macro e Economia

Acompanha temas como Reforma Tributária, Reforma Administrativa, Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pautas macroeconômicas.

2. Social e Relações Trabalhistas

Monitora as pautas sobre negociação coletiva, jornada de trabalho, pisos salariais e questões sociais relacionadas ao Sesc e Senac, por exemplo.

3. Empresarial e Tecnologia

Atua em regulação setorial, proteção ao consumidor, plataformas digitais, inovação e capacitação tecnológica.

4. Constitucional, Governamental e Medidas Provisórias

Acompanha temas de segurança pública, estabilidade institucional, legalidade e medidas provisórias com impacto para o setor.

5. Infraestrutura, Meio Ambiente e Energia

Lida com eficiência energética, sustentabilidade, infraestrutura e proposições nas comissões temáticas do Congresso.

6. Turismo e Comércio Exterior

Trabalha pelo desenvolvimento do turismo, pela ampliação das exportações de serviços e pela conectividade logística e aérea do País.

Cenário para 2026: desafios e oportunidades

Foi destacado durante a reunião que, com as eleições gerais, a expectativa é que o Congresso concentre votações em períodos específicos e priorize temas de grande apelo popular, como redução da jornada de trabalho; ampliação da licença-paternidade; e novos pisos salariais setoriais.

Essas pautas exigem atenção redobrada por parte do setor produtivo, devido ao risco de decisões sem análise de impacto adequada.

Por outro lado, as eleições também aumentam a necessidade de diálogo dos candidatos com o setor produtivo, abrindo espaço para sensibilização e defesa de medidas que fortaleçam o ambiente de negócios.

Planejamento 2026 da CNC

Durante a reunião, Nara de Deus e sua equipe apresentaram o planejamento institucional para 2026 e destacaram que este será um ano especialmente desafiador por se tratar de período eleitoral. Segundo a diretora da DRI, a CNC vem estruturando, desde o último ciclo, uma agenda contínua com temas prioritários para o setor, que inclui encontros com parlamentares e debates qualificados sobre o ambiente de negócios.

Explicaram que, na eleição anterior, a CNC promoveu sua primeira grande agenda legislativa, reunindo número expressivo de parlamentares e realizando encontro com os principais presidenciáveis. A partir dessa experiência, foi criada uma estratégia para manter uma agenda anual com debates estruturados sobre os temas de maior relevância para o comércio de bens, serviços e turismo.

“Queremos mostrar internamente tudo o que avançamos nesse ciclo, mas também dar visibilidade nacional ao trabalho do Sistema Comércio. Para isso, precisaremos muito do apoio da FPN na articulação com os parlamentares”, afirmou.

O calendário prevê um grande encontro na CNC, em Brasília, no dia 25 de março, com participação de parlamentares articulados pela FPN para apresentar a Agenda Institucional. A segunda etapa será o encontro com os principais presidenciáveis, marcado para julho, também na capital federal.

Outro eixo do planejamento é trabalhar a descentralização das ações da FPN nos estados, com a realização de encontros regionais em nove unidades federativas: Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amapá, Mato Grosso, Acre, Santa Catarina e Distrito Federal.

Segundo Nara, a descentralização fortalece o vínculo entre as federações e a Frente e estimula a participação dos parlamentares estaduais nas agendas em Brasília. “Ao envolver as Federações e realizar encontros nesses estados, ampliamos a presença dos parlamentares na FPN e fortalecemos a capacidade de articulação local. São estados estratégicos, tanto pelo peso de suas bancadas quanto pela atuação consolidada das entidades do nosso Sistema”, explicou.

A diretora reforçou que o planejamento para 2026 combina duas frentes: atuar nas pautas imediatas, que devem ganhar força durante o ano eleitoral; e construir uma base sólida para 2027, garantindo continuidade institucional e fortalecimento do Sistema Comércio no próximo ciclo.

“Estamos olhando para o presente e para o futuro. É essencial trabalhar as pautas do momento, mas também organizar desde agora as condições para chegarmos a 2027 com uma estrutura política robusta e articulada”, concluiu.

Fotos: Flávio Barbosa

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