CNC debate conectividade aérea e destaca Programa ConectAR durante Agenda Institucional

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Iniciativa reuniu representantes do setor produtivo e poder público em torno de soluções para ampliar a malha aérea e reduzir custos no Brasil

Durante o evento em que a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) entregou a Agenda Institucional 2026 aos representantes do Congresso Nacional, foi realizado um debate sobre os desafios da conectividade aérea no Brasil. Na ocasião, foi apresentado o Programa ConectAR, lançado pelo governo federal nesta terça-feira, 24 de março, como iniciativa para ampliar a malha aérea, reduzir custos e impulsionar a competitividade nacional.

A apresentação foi realizada pelo secretário nacional de aviação civil do Ministério de Portos e Aeroportos, Daniel Longo, que destacou seu caráter estruturante. Segundo ele, o ConectAR foi desenhado como uma política de Estado, com foco na ampliação do acesso ao transporte aéreo e na criação de um ambiente mais competitivo.

“Estamos trabalhando para construir um ambiente mais eficiente, capaz de atrair investimentos, reduzir custos e ampliar o acesso da população ao transporte aéreo, conectando melhor o Brasil internamente e com o mercado internacional”, afirmou.

Também participou do painel a diretora do Departamento de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias, Clarissa Barros, que trouxe a perspectiva regulatória e destacou a construção coletiva da iniciativa.

“O ConectAR é resultado de um esforço conjunto entre governo e setor produtivo, com medidas concretas que enfrentam gargalos históricos da aviação. O objetivo é garantir previsibilidade, segurança jurídica e condições para o crescimento sustentável do setor”, ressaltou.

Estruturado com base em um diagnóstico participativo, o programa reúne 38 medidas voltadas ao enfrentamento dos principais desafios da aviação civil. As ações incluem a ampliação da oferta de voos em regiões ainda pouco atendidas, o aumento da capacidade de transporte de passageiros e cargas e a redução dos custos de passagens e fretes. A agenda também prevê o estímulo à concorrência, com incentivo a novos modelos de negócio, como companhias aéreas de baixo custo, além do fortalecimento da aviação regional.

Outro eixo central do programa é a redução estrutural dos custos operacionais, considerada fundamental diante de desafios recentes, como a alta dos preços dos combustíveis de aviação. O conjunto de medidas conta com o apoio de 36 entidades e foi construído em articulação com representantes de diversas regiões, incluindo a Amazônia Legal. O encontro reuniu representantes do setor produtivo e do poder público, reforçando a importância do diálogo para a construção de soluções concretas para o desenvolvimento do transporte aéreo no País.

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