Durante o encontro, Carlos Afonso Pierantoni abordou a expansão do patrimônio marítimo, o cultivo sustentável de recursos e a segurança energética nacional
Na última terca-feira (15), o Conselho de Notáveis da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se reuniu em sua sede, no Rio de Janeiro, para mais uma edição de seu encontro semanal e debater o tema “Horizontes da Economia Azul”.
Durante sua apresentação, o conselheiro Carlos Afonso Pierantoni Gambôa abordou o potencial econômico e estratégico da Amazônia Azul, uma área marítima brasileira que abrange cerca de 5,7 milhões de km² no Oceano Atlântico.
Potencial ecológico e econômico
O papel ecológico dos manguezais foi destacado como ferramenta importante de sequestro de carbono, além de seu potencial econômico, a partir do cultivo de macroalgas para a produção de fertilizantes e bioplásticos em parcerias com a Petrobras.
“Parafraseando Pero Vaz de Caminha, poderemos afirmar que, na economia azul, ’em se cultivando no mar, muito mais se produz’. São investimentos capazes de gerar extraordinário retorno econômico e descarbonizar a economia”, sintetiza Afonso.
Margem Equatorial: a nova fronteira energética
Outro pilar da Amazônia Azul citado na apresentação foi a exploração para extração de petróleo e gás na Margem Equatorial, trecho situado ao longo da costa norte e nordeste.
Segundo o conselheiro, devido ao declínio projetado das reservas atuais de petróleo a partir de 2036, a exploração da Margem Equatorial é indispensável para a segurança energética do País.
“A exploração da Foz do Amazonas é uma operação complexa. A Petrobras constatou que há petróleo de alta qualidade. Contudo, a prudência exige aguardar os estudos para precisar o volume exato da reserva”, expôs
A importância dos oceanos
Ao final da palestra, Bernardo Cabral, coordenador do Conselho de Notáveis, dedicou o tempo restante para comentários dos participantes. O conselheiro Arno Wehling ressaltou a importância fisiográfica e histórica do oceano para o desenvolvimento nacional.
“A exposição sobre a Amazônia Azul desperta entusiasmo pela multiplicidade e potencial de ampliação das nossas riquezas, caso haja realmente uma política sólida em relação ao tema”, afirmou.
Sobre o Conselho de Notáveis
O Conselho de Notáveis é o órgão de assessoramento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), responsável por estudos sobre temas econômicos, sociais e políticos relevantes para o comércio e o Brasil.
Composto por personalidades da vida cultural, política e intelectual brasileira, seu propósito é subsidiar a entidade para propor soluções a problemas e desafios do setor.
A Coordenação do Conselho de Notáveis está a cargo de Bernardo Cabral, advogado, professor, ex-ministro, deputado e senador, que foi também o relator da Constituição Federal de 1988 e presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).