Sumário Econômico 1460

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Destaque da edição:

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Os nove meses de Macri no governo argentino – Após nove meses à frente do país, a maior parte dos dados são negativos. É consenso que o governo de Macri trouxe maior credibilidade para as estatísticas oficiais, produzidas pelo Indec, órgão oficial de estudos. No entanto, apesar do aumento da confiabilidade, as informações que podem ser lidas através dos dados não são nada animadoras. A inflação em julho registrou aumento de 2%. O aumento foi pontualmente menor em agosto, mas o acumulado anual já está em torno de 40%. O nível de preços só fica atrás do da Venezuela. A produção industrial está com a maior queda em 14 anos. O desemprego está acima de 9%, e a atividade registrou baixa de 4,3% em relação a junho do ano passado. A compressão na economia provocou pelo menos 200 mil demissões de trabalhadores no primeiro semestre deste ano, conforme apontado pelos sindicatos do país. Um contingente de 1,4 milhão de argentinos entrou na pobreza no primeiro trimestre de 2016, segundo um estudo da Universidade Católica Argentina. A economia está estagnada, as demissões seguem aumentando devido à pressão dos sindicatos, e os preços estão em tendência de alta. Um estudo divulgado pelo jornal argentino El País mostrou que o país é o mais caro da América Latina. Uma xícara de café custa 50 centavos de dólar em São Paulo e 40 centavos de dólar em Bogotá. O modelo se repete em preços de aluguéis e de outros itens básicos. A Argentina também tem o salário mínimo mais alto da região, porém preços e salários aumentam desenfreadamente e o primeiro está na frente.

Título Mais branda, recessão completa um ano e meio – Investimentos registram a primeira alta após dez trimestres, mas fragilização das condições de consumo das famílias ainda inviabiliza recuperação da economia. CNC revisa de -3,5% para -3,1% expectativa para o PIB em 2016. O Produto Interno Bruto encolheu 0,6% no segundo trimestre de 2016 em relação aos três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados hoje (31/08) pelo IBGE. Assim, a recessão econômica se prolongou pelo sexto trimestre consecutivo. Apesar da queda ligeiramente mais acentuada que a do primeiro trimestre do ano – quando a economia encolheu 0,4% –, a fase mais aguda da atual crise econômica parece, de fato, ter se dado no segundo trimestre de 2015 (-2,3%). A indústria voltou a registrar crescimento após cinco trimestres de quedas e foi o único dos grandes setores a apresentar variação positiva (+0,3%). Os serviços (-0,8%) e a agropecuária (-2,0%), responsáveis por 78% do valor adicionado, registraram perdas de nível de atividade no período. Sob a óptica da demanda, as maiores quedas ocorreram nas despesas de consumo das famílias (-0,7%) e da administração pública (-0,5%). Por outro lado, a formação bruta de capital fixo (+0,4) registrou a primeira alta dos investimentos desde o terceiro trimestre de 2013 (também +0,4%). A valorização de 10% do real no período levou o setor externo a contribuir negativamente para o crescimento econômico após um ano e meio. Esse resultado decorreu de um maior avanço das importações de bens e serviços (+4,5%) ante as exportações (+0,4%).

Compreendendo a Responsabilidade Social – A Responsabilidade Social (RS) já foi batizada com vários nomes, como: Responsabilidade Social Corporativa, Responsabilidade Social Empresarial, Responsabilidade Socioambiental, Responsabilidade Social e Cidadania Empresarial, Responsabilidade nos Negócios, Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Pode-se chegar à conclusão de que Responsabilidade Social é um conceito dinâmico, assim como é a própria sociedade, em permanente evolução e em estado contínuo de transformação. Este conceito está diretamente relacionado às expectativas e às necessidades da sociedade, ao modo como respondemos às consequências de nossas atitudes e aos impactos que causam aos indivíduos ou grupos, bem como ao ecossistema. O desenvolvimento sustentável e a responsabilidade social são assuntos atuais e já fazem parte das discussões diárias em todo o mundo por meio da internet, dos jornais, das revistas, dos programas de televisão e de rádio, de reuniões nas organizações e até mesmo por meio dos bate-papos informais. A crescente preocupação com os temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e à responsabilidade social começa a refletir-se nas práticas de algumas organizações, embora o mundo organizacional ainda esteja muito longe do nível considerado ideal de desempenho nestes temas. Apesar de não trazer nenhuma solução inovadora para tratamento de temas, tais como meio ambiente, direitos humanos, práticas no trabalho, práticas leais de operação, desenvolvimento e envolvimento da comunidade, questões dos consumidores, dentre outros, a ISO 26.000 integra diretrizes de grande relevância e efetividade para a melhoria das práticas de responsabilidade social e com grande potencial transformador.

Ajustes familiares – A situação que se instalou na economia brasileira desde o final de 2014 e vem se aprofundando tem determinado novos hábitos de consumo das famílias, cujos orçamentos têm sofrido com a elevação dos preços, dos juros e a ameaça do desemprego. Apesar de haver indicadores mostrando ligeira reação da confiança do consumidor, não se tem na economia real os mesmos sinais, ainda. Sobre isto talvez o arrefecimento da subida da inflação no varejo possa explicar. O peso da conjuntura sobre os consumidores vem produzindo mudanças na escolha da cesta de bens e serviços, exigindo criatividade para que o dispêndio traga satisfação, dado o aperto nas contas. As¬sim, o comportamento dos consumidores reflete-se sobre os setores do comércio e de serviços negativamente, através de perdas no faturamento. Possivelmente, o maior exemplo de retração das vendas seja a automobilística, cuja natureza se caracteriza pelo alto valor do bem, tendo no crédito boa parte do estímulo para compra. Os ajustes feitos pelas famílias são muitos. Por causa do espaço aqui, vale citar a diminuição do lazer pago pela ida a locais gratuitos, como praças, museus, eventos, praia, etc. Outro que destacamos tem dois vieses: a uberização. A troca do táxi pelo serviço mais barato da carona paga. Onde muita gente desempregada encontra neste sistema oportunidade de auferir renda, pois o mercado de trabalho está fechado. A indústria de festas continua bombando, mas diminuiu de tamanho. As pessoas continuam realizando sonhos, celebrando casamento, aniversário, bodas, etc. Só que agora reduzem o número de convidados, o tamanho do bolo e do bufê.

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