Sumário Econômico 1458

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Destaque da edição:

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ICF registra primeira elevação em seis meses – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou leve elevação de 0,9% na comparação com julho de 2016 e queda de 15,3% em relação a agosto de 2015. Diferentemente dos meses anteriores, em agosto, todos os componentes tiveram variação positiva na comparação mensal. No entanto, o índice ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, ou seja, continua abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. As famílias apresentaram leve aumento de 0,5% nas perspectivas em relação ao mercado de trabalho na comparação mensal. Em relação ao mesmo período do ano passado, o componente apresentou recuo de 5,4%. A maior parte das famílias – 48,6% – considera negativo o cenário para os próximos seis meses. O índice registrou 94 pontos, resultado ainda abaixo da zona de indiferença (de 100 pontos). O item Perspectiva de Consumo registrou aumento de 0,4% em relação a julho de 2016. Na comparação anual, o índice apresentou recuo de 20,4%, com 53,6 pontos. Na base de comparação mensal, as famílias com renda até dez salários mínimos mostraram estabilidade; e aquelas com renda acima de dez salários apresentaram aumento de 2,3%.

Longe da recuperação, setor de serviços reage no 2º trimestre – Apesar da 15ª recuada seguida em relação ao mesmo mês do ano anterior, a queda de junho (-3,4%) é a menor em um ano. O segundo trimestre foi o menos ruim em um ano e meio, e a CNC revisa previsão de -4,5% para -4,1% ao final de 2016. Em junho, o volume de receitas do setor de serviços caiu 3,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados hoje (11) pelo IBGE através da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). Com esse resultado, o setor amargou sua décima quinta queda seguida de faturamento real nesse tipo de comparação. A tendência de arrefecimento da recessão vivida pelo setor nos últimos meses levou a CNC a revisar de -4,5% para -4,1% sua projeção de variação do volume de receita ao final de 2016. A lentidão no processo de redução da inflação e a manutenção da atual política monetária contracionista deverão, no entanto, levar o setor ao seu pior desempenho em termos de volume de vendas desde o início da PMS. De 2012 a 2015, a receita real do setor variou +4,3%, +4,1% e 2,5%, -3,6%, respectivamente.

Mercado espera IPCA de 7,31% para este ano – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (19/08), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 7,31%, maior do que a previsão de 7,21% de quatro semanas passadas, após aumento nesta estimativa na semana passada. Continua acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 continuou mostrando desaceleração, reduzindo para 5,12%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,33% para agosto e 0,35% para setembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,33% para agosto e 0,35% para setembro, valores similares aos esperados pelo mercado. A estimativa para o crescimento do PIB de 2016 alcançou -3,20%, mostrando uma melhora neste indicador após o resultado de 2015 mostrar uma retração de 3,80% de acordo com dados do IBGE. Apesar da previsão para este ano ser melhor do que o realizado no ano passado, ela demonstra uma piora em relação ao crescimento de 0,1% realizado em 2014. Entretanto, para 2017, já se espera um resultado positivo, com avanço de 1,20% na economia, acima do 1,10% projetado há quatro semanas.

Abemf – Sem fins lucrativos e fundada em 2014, a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) reúne apenas cinco grandes empresas: Multiplus, Smiles, Netpoints, Grupo LTM e Dotz. Um dos objetivos da associação é fortalecer e expandir as empresas de programa de fidelização de clientes, tendo como visão ser a principal referência do setor de fidelização do mercado brasileiro. A fidelização e o sistema de contabilização dos pontos vêm na contramão da época de crise no mercado de consumo. Evidentemente os benefícios ao consumo apresentados pelas companhias da Abemf numa época de dificuldades em geral atraem clientes que podem obter vantagens, com preços competitivos, descontos, promoções e uso de pontos. Isso tem tornado os programas de fidelidade bastante populares, aproveitando a inclusão de novos consumidores neste mercado, escoando mercadorias num sentido e propiciando satisfação com o consumo noutro sentido.

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