Destaque da edição:
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CNC projeta queda de 9,4% nas vendas para o Dia dos Pais – Volume de vendas terá o pior desempenho desde 2004. Oferta de 24,2 mil vagas temporárias deverá ser a menor dos últimos quatro anos. Segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o volume de vendas do comércio varejista brasileiro para o próximo Dia dos Pais deverá registrar queda de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. Confirmada essa previsão, as vendas encolheriam pelo segundo ano consecutivo, repetindo o comportamento das demais datas comemorativas já ocorridas ao longo de 2016. O Dia dos Pais figura entre as seis datas comemorativas mais importantes do calendário varejista brasileiro, devendo movimentar, neste ano, R$ 4,2 bilhões, o correspondente a 5,6% de todo o faturamento esperado para o mês de agosto. Com taxas de juros ao consumidor batendo nove recordes nos últimos 12 meses, os segmentos mais dependentes das condições de crédito, tais como móveis e eletrodomésticos (-22,8%) e informática e comunicação (-13,0%), deverão se destacar negativamente.
Outras matérias:
Crédito volta a cair – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro tiveram queda de 0,6% em junho de 2016 contra o mês imediatamente anterior. A taxa deste mês foi similar à ocorrida em abril deste ano, -0,7%. Está é a quinta queda no ano, após crescimento de 0,3% em maio, ocasionando uma retração de 1,0% no segundo trimestre e de 2,8% no primeiro semestre. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 51,9% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho de 2016, a variação foi de +1,0%, 8,8 p.p. abaixo da variação de 9,8% observada no mesmo período do ano anterior e também abaixo do crescimento de 6,7% realizado no ano de 2015. A inadimplência de pessoa física foi de 6,2% em junho, apresentando queda de 0,2 p.p. em relação a maio de 2016 e aumento de 0,9 p.p. na comparação com junho de 2015. A modalidade com maior falta de pagamento foi a de cheque especial, com taxa de 14,6%, enquanto a menor foi a de crédito pessoal, com 4,2%. Cartão de crédito e outras operações foram as únicas atividades com estabilidade na comparação com o mês anterior, enquanto as outras mostram redução. Já em relação a junho de 2015, houve crescimento em todas as taxas, com destaque para o aumento de 1,7 p.p. em aquisição de outros bens.
Movimentação de cargas nos portos – 2015 – O sistema portuário nacional, constituído pelos terminais públicos e privados, atingiu em 2015 uma movimentação total de 1.015 milhão de toneladas, o que representa um acréscimo de 4,8% em relação a 2014. A participação por tipo de carga foi assim distribuída: granéis sólidos – 642 milhões de toneladas (63%); granéis líquidos – 232 milhões de toneladas; e carga geral – 141 milhões de toneladas (14%). A carga geral se divide em carga solta – 48 milhões de toneladas – e contêineres – 93 milhões de toneladas. De acordo com análise da Comissão Portos, “o acréscimo de 4,8% em peso parece ser consequência de dois fatores econômicos: redução do preço na cotação das principais commodities brasileiras em conjunto com a desvalorização do Real frente às principais moedas comerciais”.
O Novo Simples (II) – As mudanças deverão entrar em 1º de janeiro de 2018, excetuando o dispositivo para parcelamento dos débitos das empresas no Simples Nacional (SN) em 120 meses. Ficam mantidas as barreiras para a cobrança de ICMS e ISS fora do SN para a faixa de faturamento até R$ 3,6 milhões/ano. Acima disto, o ICMS e o ISS serão cobrados nas alíquotas aplicáveis a qualquer empresa fora do SN. O novo limite de faturamento para fins de enquadramento no SN da pequena empresa vai até R$ 4,8 milhões. A medida, portanto, visa não afetar as finanças de estados e municípios. Por outro lado, esse teto alcança as contribuições dos serviços sociais autônomos no sentido de que, assim como ocorre com até R$ 3,6 milhões hoje, ao passar para R$ 4,8 milhões, as MPEs nesse patamar de vendas ficarão desobrigadas de recolher para o Sistema S. O PLC ressalta o caráter orientador da primeira visita do fiscal. Isso porque, em vez de punir, os fiscais orientarão os empresários com relação às diligências necessárias para a adequação dos negócios, até a próxima visita fiscalizatória. Criam-se mecanismos para estimular e garantir os investidores-anjo, pessoas que arriscarão recursos para financiar empreendimentos na fase inicial. Elas não se tornam sócias, nem terão ingerência ou poder de voto na gestão da empresa. Poderão firmar contrato até sete anos. O Ministério da Fazenda regulamentará a tributação no momento da retirada do capital investido. O PLC estabelece ainda a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC). As ESCs somente emprestarão para as MPEs. Como não serão bancos, ficarão impedidas de captá-los no mercado.
Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional – BEN – A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disponibiliza, para consulta e download, o Relatório Síntese do Balanço Energético Nacional (BEN), Edição 2016, que apresenta em detalhes a contabilização da oferta, transformação e consumo final de produtos energéticos no Brasil, tendo por base o ano de 2015. Em relação ao exercício de 2015, a matriz energética brasileira ficou mais limpa, com alta de 77,1% na geração de energia eólica e consumo 18,6% maior de etanol, ao mesmo tempo em que o consumo de gasolina reduziu em 9,5%. Em 2015, a oferta interna de energia (total de energia disponibilizada no País) atingiu 299,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (Mtep), registrando uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior. Parte desta queda foi influenciada pelo comportamento da oferta interna de petróleo e derivados, que retraiu 7,2% no período, em consequência do superávit nos fluxos de exportação e importação destas fontes energéticas. Contribuiu ainda para a queda da oferta interna bruta o enfraquecimento da atividade econômica em 2015, ano em que o PIB nacional contraiu 3,8%, segundo o último dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).