Destaque da edição:
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Fechamento de estabelecimentos do varejo de alimentos se acentua em 2016 – A redução no número de lojas do maior empregador do varejo ganhou força com a crise. De janeiro a abril, foram fechados 14,3 mil estabelecimentos com vínculo empregatício nesse segmento, contra 2,4 mil no mesmo período do ano passado. Um dos sintomas mais evidentes da grave crise que passa a economia brasileira e o mercado consumi¬dor em particular é a queda recorde das vendas do varejo. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do IBGE, de janeiro a abril de 2016 as vendas do varejo no conceito restrito acumulam retração de -6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Não há nos últimos 15 anos registro de queda tão acentuada para este período do ano quanto a de 2016. Oito dos dez segmentos do comércio varejista no conceito ampliado acusaram perdas recordes no início do ano, destacando-se negativamente os ramos de móveis e eletrodomésticos (-17,0%) e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-16,8%), segmentos dependentes das condições de crédito e confiança atualmente sobremaneira deterioradas. Embora o varejo de hiper e super¬mercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresente quedas menos intensas que a maioria dos demais ramos do comércio, o recuo do volume de vendas verificado nos quatro primeiros meses de 2016 nesse segmento (-3,2%) é maior para este período do ano desde 2003 (-6,2%).
Outras matérias:
Percentual de famílias com dívidas diminui em junho – O percentual de famílias que relataram ter dívidas, entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro, alcançou 58,1% em junho de 2016, o que representa uma redução em relação aos 58,7% observados em maio de 2016, como também em relação aos 62,0% registrados em junho de 2015. Acompanhando a queda do percentual de famílias endividadas, o percentual daquelas com dívidas ou contas em atraso diminuiu em junho de 2016, na comparação mensal, de 23,7% para 23,5% do total. Contudo, houve alta do percentual de famílias inadimplentes em relação a junho de 2015, quando esse indicador alcançou 21,3% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes registrou alta em ambas as bases de comparação, atingindo 9,1% em junho de 2016, ante 9,0% em maio de 2016 e 7,9% em junho de 2015. A proporção de famílias que se declararam muito endividadas aumentou entre os meses de maio de 2016 e junho de 2016 – de 14,9% para 15,0% do total. Na comparação anual, houve alta de 2,5 pontos percentuais. Na comparação entre junho de 2015 e junho de 2016, a parcela que declarou estar mais ou menos endividada passou de 23,2% para 20,5%, e a parcela pouco endividada passou de 26,2% para 22,6% do total de famílias.
Produção industrial mostra queda de 10,5% nos primeiros cinco meses – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial ficou estável em maio deste ano, após dois crescimentos consecutivos (1,4% em março e 0,2% em abril). Em maio de 2015, houve uma queda de 0,2% em relação a abril. Desde o início do ano passado, este foi o quinto mês com avanço. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além desta estabilidade, a Indústria extrativa mostrou aceleração, em 1,4%. Este foi o terceiro resultado positivo neste ano. Enquanto a de Transformação recuou 0,6%, voltando para a tendência negativa iniciada em junho e contra os crescimentos de 2,1% e 0,5% em março e abril, respectivamente. Houve aumento na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de consumo duráveis o maior destaque (+5,6%). As únicas exceções foram para Bens de consumo semiduráveis, em que houve queda de 1,4%, e Bens intermediários (-0,7%). Apesar destes valores positivos, na comparação com maio de 2015 houve uma queda de 7,8% (menos negativa do que a taxa de março (-11,5%), entretanto pior do que a taxa de abril (-6,9%)), continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013. Assim como na análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 7,1%, não foi a principal influência, pois a Indústria extrativa obteve uma retração de 11,9%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências. Ligeiramente diferente do observado na comparação anterior, quando consideramos o mesmo período do ano anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de capital mostrando o segundo maior resultado negativo (-11,4%), logo após Bens de consumo duráveis, com retração de 17,4%.
Novos conceitos – Durante muito tempo, as empresas se acostumavam com os mercados. Afinal, tinham muito poder sobre os mesmos. Havia uma explicação razoável para isso: as coisas demoravam a mudar. Hoje, a realidade é outra e se transforma com rapidez. Com efeito, a dinâmica das mudanças dita regras e comportamentos, alterando estratégias empresariais. Quando os cenários eram estáveis, prever tornava-se fácil; atualmente, a empresa que aparenta ser estável é a que possui alternativas. A globalização, o avanço tecnológico e a disseminação das informações transformaram o mundo, para que passasse da sociedade industrial para a era do conhecimento e dos serviços. Além da quebra de diversos paradigmas, a evolução transformou as tendências para um futuro mais imprevisível. Aquele que acha que atingiu o topo pode ter certeza de que será ultrapassado. A competição tornou¬-se qualitativa e em larga dimensão. Hoje, as relações estão em constante modificação frente aos mercados. Nessa onda sem fim, os valores materiais vêm perdendo sentido para outros e novos, como valores internos e próximos das missões (das empresas e das pessoas). Nesse contexto, o alvo das empresas mudou. Agora, o consumidor está mais consciente; ficou esclarecido, quer saber de onde vem o produto, se há trabalho infantil incorporado, se a indústria preocupa-se com o meio ambiente e não é poluente. O consumidor também se apresenta menos fiel a marcas; tem novos hábitos de compra; não precisa ter muitos itens, é desapegado em possuir, procura buscar valor no que compra, em todas as faixas de preço; além disso, mostra-se preocupado com a natureza e os resíduos despejados no planeta; quer energia limpa e química verde.