BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira à rádio Bandeirantes de Porto Alegre que, se a reforma da Previdência não for votada num prazo de dois a três anos, será necessário aumentar impostos. Segundo ele, esse é o prazo em que o déficit começará a subir de forma expressiva e comprometer uma parte ainda maior do Orçamento. Ele frisou, no entanto, que não há previsão de aumento de imposto para este ano.
BRASÍLIA – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira à rádio Bandeirantes de Porto Alegre que, se a reforma da Previdência não for votada num prazo de dois a três anos, será necessário aumentar impostos. Segundo ele, esse é o prazo em que o déficit começará a subir de forma expressiva e comprometer uma parte ainda maior do Orçamento. Ele frisou, no entanto, que não há previsão de aumento de imposto para este ano.
O ministro ainda afirmou que há “uma possibilidade grande” de aprovação da reoneração da folha de pagamentos pelo Congresso. A votação na Câmara está prevista para esta semana. O projeto é um dos que foram eleitos como prioridade pelo governo federal. Segundo Meirelles, é natural que empresários questionem o aumento e ressaltou que a medida não teve os efeitos positivos esperados e, por isso, será revertida.
“Seria estranho que empresários dissessem ‘que bom que vai aumentar imposto’. É absolutamente normal e esperável que existam essas observações. O processo de desoneração da folha que foi feito antes visava a um aumento da produção e emprego. Isso não ocorreu, não se justificou essa isenção que passou a ser dada a esses setores. Estamos restabelecendo a normalidade nesse segmento.”
O ministro ainda minimizou a revisão da nota de crédito brasileira pela agência de classificação de risco Fitch, na sexta-feira (23/02). Segundo ele, esse movimento já era esperado pelo mercado, por conta de um movimento similar de outra agência, a Standard & Poor’s, após o adiamento da reforma da Previdência. Ele ressaltou que o mercado já havia precificado a revisão e que, no próprio dia, a Bolsa de Valores de São Paulo continuou subindo.
Ele reafirmou que não houve, até o momento, pedido de aporte das Forças Armadas para a intervenção na segurança do Rio de Janeiro. E disse que, até agora, cabe ao Rio pagar por suas forças policiais, uma vez que a intervenção só utilizará, inicialmente, a polícia local.
Fonte Jornal o Globo