Pós-olimpíada: o que esperar?

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O Brasil ainda tem uma grande deficiência em relação ao turismo, mesmo sendo o país com o maior potencial turístico em recursos naturais do mundo, segundo o Fórum Econômico Mundial. “Nós não aprendemos ainda a importância da promoção internacional, que não serve só para trazer pessoas, mas também para atrair investimentos estrangeiros. No entanto, esses investimentos não encontram um ambiente de negócios frutífero que permita esse desenvolvimento sustentável do setor”, afirmou Vinicius Lummertz, presidente da Embratur.

Divulgação da marca

O Brasil ainda tem uma grande deficiência em relação ao turismo, mesmo sendo o país com o maior potencial turístico em recursos naturais do mundo, segundo o Fórum Econômico Mundial. “Nós não aprendemos ainda a importância da promoção internacional, que não serve só para trazer pessoas, mas também para atrair investimentos estrangeiros. No entanto, esses investimentos não encontram um ambiente de negócios frutífero que permita esse desenvolvimento sustentável do setor”, afirmou Vinicius Lummertz, presidente da Embratur.

Divulgação da marca

O aumento da divulgação do Brasil em outros países seria uma peça-chave para fomentar a chegada de novos turistas, pegando carona no desempenho da Olimpíada. “Precisamos discutir com o Ministério do Turismo a melhor forma de conseguir recursos para promover o Brasil lá fora ou desenvolver processos que possam desobstruir os principais gargalos do setor”, afirmou Sampaio.

Uma das ações para que a divulgação da Marca Brasil tenha mais fôlego é a transformação da Embratur em agência de promoção do turismo, nos moldes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), para que ela possa atuar com mais flexibilidade na busca de parcerias e recursos.

Outro ponto importante seria aproveitar os equipamentos esportivos construídos no Rio de Janeiro para atrair competições internacionais. Além disso, a captação de eventos para o Brasil pode incrementar o turismo de negócios e manter a sustentabilidade da hotelaria carioca, uma das principais preocupações para o fim dos Jogos. “Não existe nenhum lugar na América Latina com equipamentos esportivos de alto nível como o Parque Olímpico, que deve se tornar um grande legado para a atração de atletas latino-americanos. Muitos esportes, como natação, saltos ornamentais, tênis, entre outros, vão encontrar aqui pontos de treinamento, além da possibilidade de sediar campeonatos mundiais”, disse o presidente do Cetur da CNC, Alexandre Sampaio.

“Como a política de captação de eventos internacionais demora de três a quatro anos para dar retorno, quanto mais rápido for o seu início, melhor. Podemos observar como Vancouver e Londres, por exemplo, se transformaram em segmento de eventos após os Jogos e usar suas ações como inspiração”, afirmou Jeanine Pires.

Fomento à competitividade

Os investimentos estrangeiros e a captação de eventos esbarram ainda em outro entrave: a falta de competitividade brasileira. A própria Embratur reconhece a dificuldade de empreender no Brasil. “O Brasil não é um país amigo do investimento no turismo. Quando olhamos os estudos de competitividade, ainda encontramos aqui a dificuldade de se abrir um negócio, quer seja para um investidor brasileiro ou estrangeiro”, disse Vinicius Lummertz.

Para Alexandre Sampaio, estimular o setor é primordial para a sua sustentabilidade. “Desonerar o turismo e diminuir o custo operacional dos equipamentos hoteleiros são ações primordiais para o fomento do empreendedorismo e da competitividade no setor”, diz Sampaio.

Criar um ambiente de negócios favorável, atrair investimentos e deixar os empresários com liberdade para empreender são os ingredientes para o País crescer, mas, com o potencial do turismo, essas demandas se tornam ainda mais urgentes. “Trazer investimentos e eventos para o Rio de Janeiro é a única maneira de tornar o ambiente de negócios mais sustentável. No entanto, certas iniciativas, como a abertura das companhias aéreas para investimento do capital estrangeiro, só dependem do governo”, complementou Sampaio. “Com a atual conjuntura adversa para o turismo de negócios, com perspectiva de pouco investimento municipal e sem a prioridade federal, nós temos muita preocupação quanto à sustentabilidade posterior”, finalizou Alexandre Sampaio.

A saída, por enquanto, é apostar no espírito olímpico para que dias melhores alcancem as atividades econômicas nacionais. “Os Jogos Olímpicos ajudam a mudar a sensação negativa que vivemos no País. Damos um alívio na carga pesada que nós sofremos e absorvemos um pouco do espírito e dos valores olímpicos”, ponderou Vinicius Lummertz.

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