Um levantamento da InPress Media Guide sobre a percepção do público e da mídia sobre a Olimpíada, mostrou que a transmissão do Zika vírus está entre as principais preocupações dos turistas estrangeiros, que procuram saber sobre o que pode impactar no dia a dia da permanência aqui, como segurança e transporte. “O fato de ainda sermos um país ‘exótico’ deixa a doença maior do que ela é no momento. É um caso grave de saúde, sem dúvida, mas durante os Jogos, no inverno, esse não será um risco para os turistas ou brasileiros”, afirmou Manoella Penna, diretora da empresa.
Um levantamento da InPress Media Guide sobre a percepção do público e da mídia sobre a Olimpíada, mostrou que a transmissão do Zika vírus está entre as principais preocupações dos turistas estrangeiros, que procuram saber sobre o que pode impactar no dia a dia da permanência aqui, como segurança e transporte. “O fato de ainda sermos um país ‘exótico’ deixa a doença maior do que ela é no momento. É um caso grave de saúde, sem dúvida, mas durante os Jogos, no inverno, esse não será um risco para os turistas ou brasileiros”, afirmou Manoella Penna, diretora da empresa.
Para divulgar o Brasil como um destino seguro em relação ao Zika, a Embratur vem realizando algumas ações, como uma videoconferência transmitida para 460 agentes de viagens norte-americanos em maio, para esclarecer as ações de combate à epidemia, evidenciando a queda do número de casos desde o início de 2016. “Não haverá problemas com o Zika vírus, o que não quer dizer que não é importante fortalecer o combate ao mosquito. No entanto, houve um alarde muito maior em torno do assunto que atrapalhou o momento pré-olímpico”, afirmou Vinicius Lummertz.
Além disso, em março, as principais entidades de representação do setor hoteleiro, entre elas a CNC e a Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), assinaram um convênio com o Sesc para o combate ao mosquito Aedes aegypti nos meios de hospedagem.
O momento político delicado e o cenário econômico também tiveram parte na influência sobre a percepção da imagem do País e a realização dos Jogos. Um momento que poderia ser melhor aproveitado, por exemplo, foi a passagem da Tocha Olímpica por diversas cidades brasileiras. Porém, o espaço dedicado na mídia ao assunto foi reduzido devido ao intenso noticiário sobre temas como o processo de impeachment de Dilma Rousseff ou a Operação Lava-Jato.
“Nas nossas pesquisas, vemos a divisão de percepção quanto ao que ocorre dentro e fora do campo. O espírito olímpico está preservado, mas o tema esporte só vai pegar mesmo a partir de 5 de agosto”, afirmou Manoella, da InPress. “Tanto a mídia brasileira quanto a estrangeira, ao mesmo tempo em que querem celebrar os primeiros Jogos na América Latina, estão bastante céticas e críticas”, completou.
Esperança durante as competições
Se o dever de casa não foi bem cumprido na questão da promoção do Brasil como destino turístico, a esperança reside na realização efetiva da Olimpíada, a exemplo do que aconteceu na Copa do Mundo de 2014. “Havia uma perspectiva de que não haveria uma boa Copa, e, no entanto, realizamos um belíssimo evento. Não tivemos incidentes de segurança ou mobilidade. Tudo isso está de novo presente nesse momento”, disse o presidente da Embratur. Para Lummertz, essa será uma oportunidade de projeção ainda maior do que foi a Copa, ressaltando ainda que, apesar de o Mundial de Futebol ter ocupado 12 cidades brasileiras, a Olimpíada conta com muito mais modalidades esportivas, o que atrai um número bem maior de espectadores.
A consultora Jeanine Pires também acredita no potencial positivo da Olimpíada. “A única coisa que podemos fazer é realizar o evento com excelência, e acredito que isso vai acontecer. A experiência dos turistas, atletas, jornalistas e todos que estarão no Rio e no Brasil tende a ser positiva, e isso pode ajudar”, afirma.
Outros destinos brasileiros também podem se beneficiar com a Olimpíada. Além das outras cinco cidades que vão receber os jogos de futebol (São Paulo, Salvador, Brasília, Belo Horizonte e Manaus), é esperado que turistas estrangeiros viajem para conhecer outros destinos brasileiros fora da cidade do Rio de Janeiro. Apesar disso, o impacto será mesmo bem pequeno em outros locais. “A Olimpíada vai ajudar a diminuir o que já está ruim, mas não vai ser determinante na ocupação hoteleira nos outros estados. Com a diminuição do turismo de negócios, por conta da crise econômica, alguns dos principais parques hoteleiros, como Recife ou Salvador, acabaram perdendo essa oportunidade de ocupação”, diz Alexandre Sampaio, que afirma que os hoteleiros devem aproveitar o momento para promover datas importantes e já tradicionais do turismo nacional, como o réveillon e o carnaval.
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