Ministro da Economia não irá hoje à CCJ

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, não vai mais participar de debate nesta tarde na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19) enviada pelo governo. A reunião havia sido pedida pelo deputado Professor Luizão Goulart (PRB-PR).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, não vai mais participar de debate nesta tarde na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados sobre a reforma da Previdência (PEC 6/19) enviada pelo governo. A reunião havia sido pedida pelo deputado Professor Luizão Goulart (PRB-PR).

 

“A ida do ministro da Economia à CCJ será mais produtiva a partir da definição do relator”, afirma a nota do ministério.

O ministro mandará uma equipe de técnicos em seu lugar. Deputados usaram o Twitter para criticar a decisão de Guedes.


“Paulo Guedes não vai mais à audiência na CCJC da Câmara. Desrespeito ao Parlamento e ao conjunto da população. Isso é medo dos argumentos que colocam a reforma da Previdência em cheque!”, tuitou o deputado Valmir Assunção (PT-BA).


“Se Paulo Guedes não vier como convidado à CCJ hoje pela tarde, o ministro será convocado pelo colegiado para amanhã. Não fugirá do debate sobre a reforma”, tuitou a líder da Minoria na Câmara, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).


Relator


O anúncio do relator era esperado na semana passada, mas foi adiado. Na sexta-feira, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), explicou que adiou o anúncio do relator da reforma porque houve uma deterioração da relação do Congresso com o Executivo. Ele reafirmou o compromisso de tramitar a proposta com a maior celeridade, mas ressaltou que isso só acontecerá “com uma base do governo organizada e coesa”.

 

O adiamento do anúncio havia sido pedido pelo líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), por causa da reforma da Previdência dos militares (PL 1.645/19). O líder avalia que a proposta não está de acordo com o discurso adotado pelo governo de que todos serão tratados de forma igualitária e quer explicações do ministro da Economia. “Precisamos que o governo venha explicar esse tratamento diferenciado às forças militares”, disse Delegado Waldir.

 

Tramitação

 

A CCJ analisa basicamente se a proposta de emenda à Constituição fere alguma cláusula pétrea, como direitos e garantias individuais, por exemplo.

 

Se a PEC for admitida na comissão, o presidente da Câmara vai designar uma comissão especial para analisar o conteúdo da reforma.

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