A Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC realizou, no dia 27 de setembro, o 6° Encontro de Gestores da Rede Nacional de Representações do Sistema Confederativo do Comércio (Renar), no Rio de Janeiro.
A chefe da AGR/CNC, Wany Pasquarelli, abriu o evento ressaltando o importante papel das representações das entidades nas diversas instâncias governamentais, defendendo os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em todo o Brasil.
A Assessoria de Gestão das Representações (AGR) da CNC realizou, no dia 27 de setembro, o 6° Encontro de Gestores da Rede Nacional de Representações do Sistema Confederativo do Comércio (Renar), no Rio de Janeiro.
A chefe da AGR/CNC, Wany Pasquarelli, abriu o evento ressaltando o importante papel das representações das entidades nas diversas instâncias governamentais, defendendo os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo em todo o Brasil.
O evento debateu, na parte da manhã, a internet das coisas e o impacto no comércio. Maria Luiza Cunha, gestora setorial do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), falou sobre o tema, explicando que o conceito de internet das coisas (IoT – internet of things, em inglês) surge da evolução do uso das redes de comunicação, permitindo a conexão não apenas entre as pessoas, mas também a dispositivos das mais diversas naturezas. A CNC é integrante do Comitê Executivo do Plano Nacional de IoT, que é responsável pela ratificação do plano que norteará as ações brasileiras referentes a essas tecnologias.
Maria Luiza informou que a IoT pode injetar entre US$ 4 e 11 trilhões na economia mundial até 2025, gerando valor a partir de dados coletados no mundo real. “É preciso distribuir mais investimentos no setor. Se os países, em especial o Brasil, não fizerem o dever de casa, vamos ficar muito aquém do potencial econômico que pode ser alcançado”, disse.
A gestora do BNDES citou alguns dos impactos que a IoT pode ter no varejo, como a possibilidade de check-out automático, sem a necessidade de registrar produto a produto.
Também será possível, segundo Maria Luiza, a oferta de promoções customizadas ao consumidor a partir do rastreamento de suas ações, a otimização do layout das lojas e também dos estoques. “Não estamos falando de nenhuma realidade de um futuro distante. Estamos falando sobre abordagens que já estão sendo praticadas mundo afora”, reforçou. Ela também falou sobre qual o papel do BNDES nesse processo. Em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o banco está desenvolvendo um estudo para entender como o Brasil poderá se relacionar com essa nova revolução tecnológica e seus impactos no dia a dia. “O estudo procurou acelerar agendas que o Brasil já tinha, mas que vinham em uma velocidade muito lenta”, informou Maria Luiza, esclarecendo que a expectativa da sociedade para IoT já está muito grande e que um futuro marco regulatório deverá trazer segurança jurídica, para que os empresários possam realizar seus investimentos na área.
Atualmente, o estudo do BNDES está na etapa de aprofundamento de alguns cenários escolhidos e elaboração de um Plano de Ação 2018-2022, que deverá acelerar a implantação da IoT como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira. A entrega desse Plano de Ação está prevista para a primeira semana de outubro, e o lançamento do Plano Nacional de IoT deve acontecer em novembro.
Wany Pasquarelli, chefe da AGR/CNC, destacou a importância do debate desse tema com representantes do Sistema Comércio. “Essa revolução trará grandes rupturas no nosso modelo de negócio, uma mudança mental e de cultura”, afirmou.
Cenário político
O futuro da representação em um cenário de mudanças políticas foi o tema da palestra de Andrea Cristina Oliveira Gozetto, doutora em Ciências Sociais pela Unicamp, mestre em Sociologia Política pela Unesp e professora do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getulio Vargas.
Andrea elencou os principais fatores do atual cenário político brasileiro, destacando o formato corporativo da representação de interesses. A professora citou a atual crise de confiança dos brasileiros no sistema político e como esse pode ser um momento de oportunidades para as instituições que trabalham com a representação. “As instituições, como a CNC, precisam ser uma voz que se levanta sobre essa nuvem de descrédito que paira sobre o País”, afirmou.
Segundo a palestrante, mais do que nunca é hora de estar próximo dos seus representados, procurando ouvir e entender quais são os seus reais interesses a serem defendidos. “O cenário está ruim, mas nós temos capacidade de mudar. E isso só vai acontecer de forma colaborativa, entre o governo, a iniciativa privada e a sociedade civil”, disse Andrea.
A tendência de representação não-eleitoral dentro do cenário atual também foi abordada pela professora da FGV. Segundo ela, a conjugação entre a representação eleitoral com a não-eleitoral pode trazer mais qualidade à democracia. “É importante ainda qualificar e profissionalizar a ação de representação, com estratégica, tática, planejamento e instrumentos de gestão, para legitimar essa representação e trazer mais assertividade aos resultados que se pretende obter”, concluiu.
Cases das federações
Wagner Cavalcante, da Fecomércio-AL, e Raira Leite, da Fecomércio-AP, apresentaram os resultados da implantação do modelo de gestão de Representações da CNC em suas respectivas federações.
Wagner mostrou os resultados da pesquisa de ambiente empresarial realizada pela Fecomércio-AL para descobrir quais as questões de maior interesse dos empresários. A partir da pesquisa, as ações da federação foram melhor direcionadas e, posteriormente, divulgadas para o público externo, através de alinhamento com a Assessoria de Comunicação da entidade. Ele destacou ainda o retorno de mídia espontânea de notícias publicadas sobre as ações da Federação alagoana.
A Fecomércio-AP também mostrou o trabalho de sua Assessoria de Representações, que desde 2014 realiza diversas ações para o fortalecimento da representatividade perante os empresários do Amapá. Entre as ações, estão a participação em grupos de trabalho nas esferas governamentais locais e a criação do Bloco Empreendedor do Amapá (BEAP), que reúne mais de 60 entidades empresariais do estado, e do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (CETURH) da Fecomércio-AP.
Wany Pasquarelli parabenizou os trabalhos desenvolvidos nas federações, informando sobre o trabalho da CNC para o desenvolvimento das representações. “É importante medir os resultados, para mostrar ao empresariado brasileiro quais são os impactos das nossas ações”, finalizou.
Veja as fotos na galeria da CNC no Flickr.