Fecomércio-DF reúne o setor produtivo em busca de solução para recuperar o Teatro Nacional

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Convidada pelo governo do Distrito Federal, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF) reuniu o setor produtivo brasiliense e realizou uma visita, no dia 22 de julho, ao Teatro Nacional Cláudio Santoro. A intenção foi verificar o atual estado de conservação do equipamento público, que está fechado há mais de cinco anos, e debater formas de reabrir o teatro. A Fecomércio-DF se propôs a unir os empreendedores e mobilizar a sociedade brasiliense em busca da recuperação do monumento. O secretário de governo do DF, José Humberto Pires, e o secretário de Cultura e Economia Criativa, Adão Cândido, acompanharam as lideranças empresariais.

O presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, explicou que a Federação, junto com os sindicatos da sua base e de outros setores, está elaborando um projeto conjunto para viabilizar a revitalização. “Esse equipamento não é só do governo, mas sim de toda a sociedade. Nós, como setor produtivo, estamos mobilizando os empresários para tentar arrumar uma solução para ajudar a financiar essa obra”, afirmou Francisco Maia. A ideia é que o espaço esteja pronto para uso no ano que vem, no aniversário de 60 anos de Brasília.

“Um dos planos que está sendo estudado é um investimento que inclui os sindicatos e as entidades do setor produtivo. Outro projeto é envolver o Sesc, uma entidade que se identifica com a cultura e que poderia transferir a verba, mas em contrapartida ficaria com a gestão do espaço”, explicou o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia. Um terceiro projeto seria o de contar com o apoio da sociedade, por meio de doações, o cidadão teria a opção de doar uma quantia estipulada para ajudar na reforma do Teatro Nacional ao comprar em algum comércio da cidade. “Se o governo quiser ele pode criar um código, dentro da emissora de cupom fiscal, em uma forma de doação para que esses recursos possam ser investidos na reforma do espaço”, sugeriu o presidente do Sindicato de Bares, Restaurantes e Hotéis do DF, (Sindhobar), Jael Antonio da Silva. As formas jurídicas de aporte dos recursos ainda estão sendo avaliadas.

O secretário da Cultura, Adão Cândido, disse que a pasta está oferecendo todo o material de apoio para que as iniciativas sejam elaboradas. “Acredito que a reforma trará uma autoestima para a cidade. O teatro fechado acaba degradando toda a área que fica perto”, ressaltou.

“Estamos estudando algumas formas para viabilizar essa reabertura. Entendemos que ao unir forças junto com o governo, podemos ter soluções mais rápidas e melhores”, destacou o diretor regional do Sesc-DF, Marco Tulio Chaparro. Já o presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do DF (Sindiatacadista-DF), Júlio César Itaramby, disse que é preciso boa vontade e credibilidade para que essa obra seja realizada. “Estamos sensibilizados com o projeto, a Fecomércio comprou a ideia”, disse. “Vamos abraçar esse espaço e tomar conta disso”, completou.

Também participaram da visita o diretor regional do Senac-DF, Antonio Tadeu Peron; o presidente do Sindivarejista-DF, Edson de Castro; o presidente do Secovi-DF, Ovídio Maia; o presidente da Associação Comercial (ACDF), Fernando Brites; o presidente do Sinduscon-DF, Dionyzio Klavdianos; e o cidadão honorário de Brasília e Maestro Titular da Orquestra Sinfônica Claudio Santoro, Claudio Cohen.

Monumental

O Teatro Nacional Cláudio Santoro é uma das principais obras de Oscar Niemayer em Brasília. Inaugurado em 1966, lembra uma pirâmide e é um dos maiores complexos que o arquiteto já construiu. Sua área externa é revestida nas fachadas laterais por um painel de blocos de concreto de Athos Bulcão, que proporcionam leveza e peso com o passar do dia, em um jogo de luz e sombra. Em seus tempos áureos, orquestras sinfônicas, apresentações, shows e diversas manifestações artísticas já movimentaram o teatro, que rapidamente ganhou o carinho dos brasilienses e do mundo, se tornando um dos principais monumentos responsáveis por fazer de Brasília um Patrimônio Cultural da Humanidade.

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