O volume de receitas do setor de serviços caiu 4,5% em relação a abril do ano passado completando, portanto, 13 meses seguidos de retrações, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (15) pelo IBGE. Em março, a receita real do setor havia encolhido 5,9% ante o mesmo mês de 2015.
O volume de receitas do setor de serviços caiu 4,5% em relação a abril do ano passado completando, portanto, 13 meses seguidos de retrações, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados hoje (15) pelo IBGE. Em março, a receita real do setor havia encolhido 5,9% ante o mesmo mês de 2015. Além da fraca base de comparação (em 2015 a PMS registrou queda de 3,6%), parte do desempenho menos negativo de abril deve ser atribuído à menor inflação de serviços medida pelo próprio deflator da PMS naquele mês (+4,9% em doze meses). Em março, esse mesmo indicador registrava uma variação média dos preços de+ 5,5% ante o mesmo mês de 2015.
As percepções de que a inflação de serviços deverá ser menos acentuada nos próximos meses e de que as condições de crédito aos consumidores e, principalmente, às empresas deverão se estabilizar no médio prazo levaram a Confederação Nacional do Comercio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar de -4,2% para -3,9% sua projeção de variação do volume de receita do setor de serviços ao final de 2016.
A pesquisa divulgada pelo IBGE teve início em janeiro de 2012 e deverá apresentar séries ajustadas sazonalmente a partir da próxima divulgação. Não são pesquisados na PMS serviços de educação, saúde e financeiros. Ainda assim, as atividades que integram a pesquisa respondem por 36,5% de todo o valor adicionado bruto gerado pela economia e por 34,6% da força formal de trabalho do País.