CNC analisa Pesquisa Mensal do Comércio de julho

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje sua análise sobre o crescimento de 0,4% no volume de vendas do comércio varejista em julho, na comparação com o mês anterior, já descontados os ajustes sazonais. O resultado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e caracterizou a terceira alta mensal seguida.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou hoje sua análise sobre o crescimento de 0,4% no volume de vendas do comércio varejista em julho, na comparação com o mês anterior, já descontados os ajustes sazonais. O resultado foi divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e caracterizou a terceira alta mensal seguida.


“Nos últimos meses, o comércio tem sido impactado pela conjuntura favorável do mercado de trabalho, com crescimento tanto da ocupação (+3,2% sobre julho de 2009) quanto da renda real (+5,1% sobre o mesmo mês do ano passado)”, afirma o economista Fábio Bentes, que acredita ainda que o aumento de 18,3% na concessão de crédito ao consumidor evidencia a maior demanda por empréstimos e financiamentos, cujas taxas encontram-se no patamar mais baixo desde 2000, e os prazos, no segundo nível mais elevado da década.


A alta no mês de julho foi puxada pelos ramos de livrarias e papelarias (+3,4%) e de artigos médicos, farmacêuticos e perfumaria (+1,9%). O varejo ampliado, que apropria os resultados do comércio automotivo (+2,9%) e matérias de construção (+1,1%) acusou variação de +1,2% na mesma base comparativa.


As maiores contribuições para a alta de 10,9% das vendas vieram os ramos de hiper e supermercados (+11,0%) e móveis e eletrodomésticos (+12,2%). Com este resultado, no acumulado do ano o varejo registra crescimento de 11,4% liderado pelas vendas de equipamentos de escritório e informática (+25,0%) e móveis e eletrodomésticos (+19,3%%). Em contrapartida o ramo de combustíveis e lubrificantes, com variação de +5,6% tem impedido uma alta ainda maior das vendas. “Em contrapartida, o ramo de combustíveis e lubrificantes, com variação de +5,6%, tem impedido uma alta ainda maior das vendas”, avalia Bentes.


Regionalmente, os Estados do Norte e Centro-Oeste são aqueles que mais têm se destacado no avanço das vendas em 2010 (+12,5% e +10,7%, respectivamente). Para o final do corrente ano, espera-se que o volume de vendas do varejo registre expansão de 10,1% puxado pelos bens de consumo duráveis como de equipamentos de escritório e informática (+22,5%) e móveis e eletrodomésticos (+13,3%).

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