Google Cloud chega ao Tech Day 2026 e propõe relação entre IA e criatividade para potencializar empresas

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Luiz Ávila apresentou os desafios para a gestão de processos e o desenvolvimento de carreiras em uma era dominada pela inteligência generativa

Qual o papel da criatividade em tempos de produção rápida e instantânea com IA? Produzir imagens, identidade visual e até músicas é tarefa que, hoje, pode ser resolvida com um prompt simples. Para o Google, a inteligência artificial é só o pontapé inicial de uma ideia, e não o produto final. Luiz Ávila, Head of Enterprise Sales Latam da Google Cloud, trouxe esse tema durante sua palestra no Tech Day 2026, realizado nesta quarta-feira (14), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Durante a apresentação, o executivo defendeu que o avanço da tecnologia exige uma nova forma de compreender o papel humano no trabalho e nos negócios. Embora a IA possa superar as pessoas em tarefas de cálculo, análise e execução de atividades, características como imaginação, empatia e capacidade de formular novas perguntas continuam sendo diferenciais importantes.

Como integrar criatividade e IA?

A inteligência artificial generativa pode reduzir o esforço necessário para iniciar tarefas criativas, produzindo rapidamente rascunhos, campanhas de marketing e outros conteúdos. Com a chegada dos agentes autônomos, essa capacidade avança da geração de respostas para a execução de tarefas, permitindo que as equipes se dediquem mais à estratégia e ao relacionamento com os clientes.

No varejo e no setor de serviços, por exemplo, esses agentes podem auxiliar no monitoramento de estoques, na adaptação de preços, na criação de campanhas e na preparação de propostas comerciais. “A automação de agentes pode fazer com que, por exemplo, em um dia de chuva, eu possa analisar automaticamente quais produtos vendem mais em dias como esse e potencializar os resultados do meu negócio”, afirmou Ávila.

Mercado de trabalho

Nesse novo cenário, a competência técnica e operacional tende a deixar de ser um diferencial exclusivo, enquanto o julgamento crítico, a visão de negócio e a capacidade de oferecer experiências diferenciadas ganham importância. A tecnologia também amplia o acesso a ferramentas sofisticadas, permitindo que empresas menores utilizem recursos antes restritos a organizações com maior capacidade de investimento.

Essas modificações também impactaram a estrutura de cargos e hierarquias dentro das empresas. A inteligência artificial fez com que funcionários com menos experiência se desenvolvesse mais rápido. De acordo com o executivo, esse efeito “é chamado de efeito nivelador, porque aproximou ainda mais cargos juniores e seniores. Isso é positivo para as empresas, uma vez que quebra barreiras para quem está começando a carreira”.

O conceito de educação empresarial também é decisivo nesse novo momento da tecnologia e da criação. “A educação precisa ser mais espontânea e livre”, provocou Ávila. “É isso que a Google tem percebido ao conversar com líderes do mundo todo. Por isso, é a imaginação de vocês, empresários, que transformará o comércio e os serviços do nosso país”, ressaltou.  Pensar novas formas de treinar e motivar funcionários é a chave para os negócios que querem assumir a linha de frente das iniciativas inovadoras na era da inteligência generativa.

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