Tech Day 2026 recebe fundador da Stone em palestra sobre o papel da IA na experiência de compra dos usuários

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Augusto Lins falou sobre as mudanças na relação com os clientes e o papel da segurança digital para consolidar ideias inovadoras

Sai a atividade humana, entra a atividade da inteligência artificial. Essa foi a primeira percepção com a chegada da IA, mas a palestra de Augusto Lins, fundador e Senior Advisor da Stone, durante o Tech Day 2026, nesta quarta-feira (14), veio para questionar esse paradigma. Durante sua apresentação no evento, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, Lins apresentou como a evolução tecnológica é inerente à experiência e participação humana, transformando a relação entre pessoas, empresas e consumidores.

O palestrante destacou as mudanças no comportamento do consumidor, cada vez mais conectado a experiências rápidas que vão do analógico ao virtual. A IA modificou a jornada de compra e a experiência do usuário, conhecida como UX. “Tudo isso começou com a pandemia, quando tivemos que aprender a comprar sem sair de casa, e isso acelerou a digitalização dos negócios”, afirmou. Os próximos passos apontam também para agentes de compra, que vão realizar transações e finalizar pedidos em nome do usuário.

Novas formas de compra

Lins mostrou que, para acompanhar essa transformação, as empresas precisam adaptar suas estratégias para garantir que suas marcas sejam encontradas e ofereçam informações claras e acessíveis também a esses sistemas. Para o palestrante, é preciso estar “atento à necessidade dos usuários, porque os processos de compra estão mudando de forma muito acelerada, e isso amplia as dores do cliente”.

As modificações na forma de compra também se associam à própria história da Stone. Fundada em 2014, o mercado de pagamento carecia de transparência e agilidade para os vendedores que utilizavam máquinas de cartão de crédito de custo elevado. “Nós enxergamos ali uma oportunidade e um propósito para o nosso negócio”, afirmou o fundador. Foi assim que a Stone foi criada, desenvolvendo seu serviço em uma conversa direta com o usuário para atender às suas dores.

Educação, inovação e segurança digital

O letramento digital pode ser uma etapa essencial para a consolidação desses avanços no comércio nacional. Lins citou o papel do Sesc e do Senac nessa frente, atuando como importantes agentes de democratização do conhecimento no País. “Inteligência artificial é uma questão de soberania nacional. Aumentar o letramento dos usuários, das empresas e formar mão de obra qualificada é o que vai permitir que o Brasil desenvolva tecnologia de ponta”, defendeu Lins.

Ao abordar a UX, o executivo enfatizou que a aplicação da IA deve partir de problemas concretos, como o tempo de espera por atendimento, por uma resposta ou pela resolução de uma demanda. A proposta é identificar essas dificuldades, testar soluções em escala controlada e medir os resultados antes de expandir para todos os usuários.

Também é importante estabelecer mecanismos de supervisão, autorização e intervenção humana. “A tecnologia evolui todo dia, mas o que faz diferença para o cliente é a forma como o tratamos e como apresentamos essas novidades com segurança”, afirmou Lins. É com base nessa qualificação que as empresas terão espaços para tomar riscos e inovar, em um mercado que cada vez mais exige mudanças rápidas nos negócios.

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