Tecnologia ganha papel estratégico para impulsionar destinos turísticos inteligentes no Brasil

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Agenda de propostas para as Eleições 2026 defende inteligência de dados, transformação digital e sistemas integrados para qualificar a gestão, personalizar experiências e ampliar a competitividade do turismo nacional

A transformação digital vem mudando a forma como destinos são planejados, serviços são oferecidos e viajantes se relacionam com as experiências turísticas. Em um contexto global marcado pelo avanço da inteligência artificial, pela análise de dados e pelo uso crescente de plataformas digitais, a tecnologia passa a ocupar posição estratégica nas recomendações e propostas de políticas públicas para o turismo brasileiro, elaboradas no âmbito do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A Agenda reúne recomendações voltadas ao fortalecimento da competitividade dos destinos, à atração de investimentos e à promoção do desenvolvimento econômico e social. Sua construção também incorpora contribuições das 27 unidades da Federação, elaboradas durante as oficinas do programa Vai Turismo – Rumo ao Futuro, iniciativa nacional da CNC dedicada ao desenvolvimento sustentável e ao fortalecimento da competitividade do turismo brasileiro.

Entre os desafios apontados, está a necessidade de transformar o crescente volume de informações geradas pela atividade turística em conhecimento estratégico. Plataformas inteligentes, monitoramento em tempo real e sistemas de análise de dados podem contribuir para decisões mais ágeis, maior eficiência operacional e experiências cada vez mais personalizadas para o chamado Turista 5.0.

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Gestão dos destinos

Uma das prioridades identificadas pelas Federações é o fortalecimento da inteligência de dados para a gestão turística. A proposta de estruturar observatórios e sistemas de inteligência turística, com coleta contínua de dados, padronização metodológica e aplicação das informações na tomada de decisão, apareceu em 23 unidades da Federação.

A recomendação busca produzir conhecimento estratégico capaz de antecipar tendências e apoiar gestores e empreendedores na determinação de ações para os destinos. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a integrar a própria estratégia de desenvolvimento turístico.

A Agenda também propõe a implantação de sistemas integrados de monitoramento da oferta turística e da experiência do visitante. Informações obtidas por meio de avaliações, ouvidorias e formulários poderiam ser transformadas em indicadores para orientar decisões mais rápidas na gestão dos destinos e permitir recomendações personalizadas aos turistas.

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Transformação digital e experiências personalizadas

Outra recomendação é promover a transformação digital dos serviços turísticos por meio de plataformas interoperáveis, padrões tecnológicos e digitalização de informações, reservas, autorizações e ingressos. A integração dessas soluções pode aumentar a eficiência dos serviços, aproximar diferentes atores da cadeia produtiva e qualificar a experiência do visitante.

A adoção de novas tecnologias é apontada como fundamental para elevar a competitividade dos destinos brasileiros e aproximá-los dos padrões internacionais de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). O avanço da inteligência artificial também amplia as possibilidades de personalização das experiências, otimização de processos e desenvolvimento de competências profissionais alinhadas às demandas do Turismo 5.0.

Nesse ambiente, a tecnologia potencializa a inteligência de gestão e a transformação digital, criando condições para que os destinos compreendam melhor seus visitantes e suas próprias dinâmicas. Além de acompanhar tendências, o desafio é incorporar soluções capazes de gerar resultados concretos para empresas, gestores públicos, trabalhadores e turistas.

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Construção coletiva para o ciclo 2027-2030

O novo ciclo do Vai Turismo amplia a mobilização iniciada entre 2022 e 2026 e reúne debates para a elaboração colaborativa de recomendações e propostas destinadas aos candidatos e candidatas ao governo federal e aos governos estaduais.

O processo incorporou aprendizados do primeiro ciclo, dados e informações do Painel Vai Turismo e um Banco de Boas Práticas que reúne referências de políticas públicas organizadas pelos nove eixos dos Destinos Turísticos Inteligentes: Acessibilidade, Criatividade, Governança, Inovação, Marketing, Mobilidade, Segurança, Sustentabilidade e Tecnologia.

A construção também considerou as prioridades nacionais determinadas pelas lideranças das 32 principais instituições relacionadas ao turismo brasileiro. Nos Estados, as prioridades foram determinadas em 55 oficinas que reuniram 1.373 representantes dos setores público e privado e cerca de 830 instituições.

O resultado é uma agenda que busca conectar as diferentes realidades regionais a uma visão estratégica nacional, preservando as características e vocações de cada território e, ao mesmo tempo, favorecendo a convergência de iniciativas.

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Tecnologia em um turismo em expansão

As propostas se apresentam em um momento de expansão da atividade turística no País. Em 2025, o turismo brasileiro alcançou seu melhor desempenho dos últimos 14 anos, representando cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto (PIB), impulsionado pelo crescimento do turismo doméstico e pelo recorde de 9,3 milhões de turistas internacionais.

Nesse cenário, investir em tecnologia significa também ampliar a capacidade dos destinos de responder às transformações do mercado. A inteligência de dados pode ajudar a identificar tendências, compreender o comportamento dos visitantes e aperfeiçoar serviços, enquanto a digitalização pode tornar processos mais integrados e eficientes.

Esta matéria integra uma série de conteúdos dedicada aos sete eixos estratégicos das propostas e recomendações de políticas públicas para o turismo brasileiro mais votados nos Estados, documento entregue aos presidenciáveis e candidatos das Eleições 2026. A agenda reúne diretrizes para fortalecer e aumentar a competitividade do setor, organizadas nos eixos Acessibilidade, Mobilidade, Criatividade, Inovação, Tecnologia, Marketing e Segurança, considerados fundamentais para o desenvolvimento sustentável da atividade turística no País.

Leia a íntegra do documento aqui.

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