Reforma tributária, combate ao comércio ilegal, custo de contratação e competitividade estiveram entre os temas discutidos durante encontro em Brasília
Em mais uma etapa da apresentação da Agenda dos Presidenciáveis 2026, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) entregou ao candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) um conjunto de propostas ao fortalecimento do setor produtivo. A iniciativa busca ampliar o diálogo com os presidenciáveis referente a temas como competitividade, geração de empregos, segurança jurídica e crescimento econômico.
A entrega ocorreu na terça-feira (18), na reunião-almoço promovida pela Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios (FPN), com o apoio do Instituto Unidos Brasil (IUB), da CNC e do Ranking dos Políticos, em Brasília.
Representando o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o vice-presidente da CNC e presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, fez a entrega institucional do documento ao candidato.

A Agenda dos Presidenciáveis do Sistema CNC-Sesc-Senac reúne propostas para o fortalecimento do comércio de bens, serviços e turismo, para a construção de políticas públicas capazes de ampliar a competitividade da economia brasileira, estimular o empreendedorismo e promover o desenvolvimento sustentável do País.
O documento está organizado em sete eixos estruturantes: desenvolvimento econômico; empreendedorismo e fortalecimento empresarial; tecnologia e transformação digital; comércio exterior; segurança e combate à ilegalidade; trabalho e qualificação; e desenvolvimento regional e sustentabilidade.
“Ao entregar a Agenda dos Presidenciáveis a mais um candidato, a CNC reafirma o seu compromisso com o diálogo institucional e com a construção de políticas públicas capazes de impulsionar o desenvolvimento do País. O documento apresenta propostas concretas para fortalecer o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades de crescimento para os setores do comércio, serviços e turismo”, afirmou o vice-presidente da Confederação.
Reforma tributária, competitividade e combate à ilegalidade
No encontro, José Aparecido Freire enfatizou a importância de ampliar o debate sobre propostas concretas para o desenvolvimento nacional e questionou o candidato a respeito de dois temas prioritários para os setores representados pela CNC: os impactos da reforma tributária no comércio de bens, serviços e turismo e as medidas destinadas ao combate à falsificação, ao contrabando e ao comércio ilegal.

Ao responder, Renan Santos defendeu a revisão de pontos da regulamentação da reforma tributária, que, segundo ele, aumentaram custos e criaram distorções para diversos segmentos econômicos.
O candidato também afirmou que é necessário aperfeiçoar mecanismos de arrecadação para reduzir os impactos financeiros nas empresas, especialmente em relação ao fluxo de caixa.
“É um absurdo que o Estado receba via regime de competência e os clientes recebam via regime de caixa.”
Outro ponto discutido foi o combate ao comércio ilegal. Renan associou o contrabando e a comercialização de produtos irregulares ao fortalecimento do crime organizado e defendeu uma atuação mais rigorosa na fiscalização e no cumprimento da legislação.
“Não dá para aceitar o cara vendendo uma bugiganga na frente da loja, com você pagando todos os encargos e o cara trazendo um produto vindo de outro país e vendendo na tua cara”, criticou.

Mercado de trabalho e custo de contratação
O presidente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), Avelino Lombardi, também participou do debate e questionou o candidato a respeito do elevado custo de contratação no País e os impactos desse cenário na atividade empresarial.
Em resposta, Santos defendeu reformas de modernização das relações de trabalho, de redução dos custos de contratação e de ampliação da formalização da economia.
“O custo de contratação tem que ser o mais baixo do mundo. Só que a gente tem que aumentar muito a base.”
Segundo o candidato, a criação de mecanismos simplificados para formalização de trabalhadores e empresas seria um dos caminhos para reduzir a informalidade e aumentar a geração de empregos.
“Vamos criar um regime leve para a contratação. Esse é o caminho que a gente tem que seguir”, ressaltou.
Santos também trouxe ao debate os temas da produtividade, modernização da administração pública e uso de tecnologias para aumentar a eficiência dos serviços públicos e melhorar o ambiente de negócios.
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Fotos: Cristiano Eduardo
