Diretoria da CNC debate inovação, segurança e desafios para o ambiente de negócios

Compartilhe:

O Sesc Caborê, em Paraty (RJ), sediou a 7ª Reunião da Diretoria da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), realizada nesta quarta-feira (12), que debateu inovação, segurança e os desafios que afetam diretamente o ambiente de negócios. A escolha do local marcou também um momento especial para o Sistema Comércio: no mesmo dia, foi inaugurada a nova unidade do Sesc no município.

Conduzido pelo presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o encontro reuniu dirigentes de todo o País para discutir iniciativas estratégicas da Confederação e compartilhar ações desenvolvidas pelas entidades que integram o Sistema Comércio.

Tech Day

A preparação para o Tech Day 2026 ganhou destaque durante a reunião. Marcado para 14 de outubro, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o evento reunirá empresários, lideranças do Sistema Comércio e representantes de grandes empresas de tecnologia, startups e outros atores do ecossistema nacional de inovação.

A programação prevê a participação de executivos de empresas como Google, Mercado Livre, Stone, Amazon, iFood, TikTok, Meta e Microsoft. O público inclui ainda empresários e trabalhadores dos setores representados pela CNC, presidentes de Federações, dirigentes da CNC, do Sesc e do Senac, além de funcionários e alunos das instituições.

Outro destaque foi a Pesquisa de Inovação CNC 2026, que busca ampliar a participação das empresas e a representatividade dos Estados para construir um diagnóstico do ecossistema de inovação do setor terciário. O diretor de Inovação e Tecnologia da Informação da CNC, Maurício Ogawa, reforçou que o levantamento é realizado anualmente e identifica práticas inovadoras, desafios e assimetrias capazes de subsidiar políticas públicas e privadas.

Segurança e impacto em empresas e consumidores

Os efeitos da criminalidade sobre a atividade econômica também estiveram em pauta. O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, apresentou uma análise do impacto do roubo de cargas no varejo brasileiro.

O estudo da CNC mostra que o Brasil está entre os países mais afetados pelo problema, com 51,6 roubos de carga por milhão de habitantes ao ano, índice 8,1 vezes superior à média dos países contemplados na amostra comparativa do levantamento. O impacto se estende por toda a cadeia produtiva: além da perda das mercadorias, as empresas enfrentam despesas maiores com seguros e segurança, custos que podem ser repassados aos preços e, consequentemente, ao consumidor.

A análise aponta ainda que a redução dos roubos pode produzir efeitos positivos na atividade econômica, aliviando a pressão sobre os preços e favorecendo as vendas do comércio. “Os reflexos alcançam também as decisões empresariais de expansão e contratação, mostrando que a segurança logística vai além do setor de transportes. Na prática, o crime funciona como uma espécie de ‘imposto invisível’: encarece a circulação de mercadorias, pressiona o varejo e reduz o potencial de consumo”, destacou o economista-chefe.

O presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, trouxe outra dimensão do problema: o impacto dos gastos das famílias com segurança na renda disponível para o consumo. Ele ressaltou que, entre as famílias fluminenses com renda superior a três salários mínimos, o peso do condomínio nas despesas com habitação passou de 6,3% para 10,8% entre os períodos analisados, em um contexto de avanço da criminalidade.

Sesc e Senac

A reunião também abriu espaço para iniciativas desenvolvidas pelo Sesc e pelo Senac. O diretor-geral do Senac-DN, Marcus Fernandes, apresentou a campanha comemorativa dos 80 anos da instituição, “A gente se vê no seu negócio”.

Já o diretor-geral do Sesc-DN, José Carlos Cirilo, apresentou o Sesc 360, enfatizando a atuação da entidade no campo da cultura e o alcance de suas ações em todo o País. Somente no último ano, cerca de 40 milhões de pessoas participaram das atividades culturais promovidas pelo Sesc, que incluem iniciativas em cinema, teatro, música, literatura e outras linguagens. Em 2025, as bibliotecas das unidades da instituição emprestaram cerca de 1,6 milhão de obras.

A apresentação ganhou significado especial em Paraty com a inauguração do Sesc Caborê, realizada no mesmo dia da reunião. A nova unidade amplia a presença do Sesc no município e reforça uma atuação que, há 80 anos, busca democratizar o acesso à cultura, formar públicos, valorizar artistas e preservar a memória. Ao mesmo tempo, contribui para movimentar os setores de comércio, serviços e turismo, gerando emprego e renda.

Julio César Guimarães-1847 (1)

Leia mais

Rolar para cima