Debate ressaltou a importância da negociação coletiva e o bem-estar dos trabalhadores como motor de produtividade
O debate sobre a escala 6×1 ganhou centralidade no País ao reunir temas sensíveis como produtividade, qualidade de vida, competitividade econômica e organização do mercado de trabalho. Em tramitação no Congresso, a proposta mobiliza diferentes setores e evidencia que não há respostas simples para uma questão que impacta trabalhadores, empresas e o próprio modelo de desenvolvimento brasileiro.
Para discutir o tema, o jornal O Globo reuniu o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), José Pastore; o deputado federal, Reginaldo Lopes (PT/MG); o economista e professor titular da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, Naercio Menezes Filho; e presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci. A mediação ficou por conta da colunista do jornal, Vera Magalhães.
Dando início ao debate, o professor José Pastore defendeu a importância da negociação coletiva para definir jornadas de trabalho diferenciadas. Segundo Pastore, “cada atividade tem sua peculiaridade e exige uma jornada específica, o que dificulta a definição de uma escala única para todos”. Reforçando a relevância das convenções, o professor citou que mais de 190 países que adotaram o sistema de negociação entre empregador e empregado.
Em sua fala, o deputado federal Reginaldo Lopes defendeu que a redução da escala de trabalho aumentará a produtividade média dos trabalhadores, como consequência do tempo de descanso e lazer. “O Brasil dará um salto de produtividade se associar a redução da jornada a outras medidas, como a implementação de IA para otimizar funções”, defendeu. O parlamentar também citou a reforma tributária como um importante potencializador do setor, reduzindo até 20% dos custos da cadeia produtiva.
Caminhos do Brasil é uma iniciativa dos jornais O Globo e Valor Econômico e da Rádio CBN, com patrocínio do Sistema Comércio, por meio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), do Sesc, do Senac e de suas Federações.
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