Com um olhar atento aos desafios atuais e futuros das relações de trabalho, em um cenário marcado por transformações tecnológicas, econômicas e ambientais, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) marcou presença no Congresso Internacional Diálogos Internacionais: Relações de Trabalho na Sociedade Contemporânea, que teve abertura oficial na noite de segunda-feira (2), na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, e seguiu até esta quarta-feira (4).
O evento é uma iniciativa da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), em parceria com o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o TST.
Na cerimônia de abertura, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Edson Fachin, afirmou que refletir sobre as relações de trabalho contemporâneas é, antes de tudo, tratar do direito humano ao trabalho decente. Segundo Fachin, além de ter um posto remunerado, é preciso que o trabalho seja digno e proporcione condições materiais, sociais e emocionais compatíveis com a dignidade da pessoa humana.

Representando a Confederação, a advogada Daniela Silveira, da Diretoria Jurídica e Sindical da entidade, acompanhou as atividades, as conferências e os painéis que apresentaram os impactos das mudanças econômicas, tecnológicas e sociais nas relações laborais. A participação institucional da CNC reforça o compromisso da entidade com o diálogo qualificado entre empregadores, Judiciário e demais atores envolvidos nas questões trabalhistas.
“A realização do congresso ocorre em um contexto de intensificação dos debates sobre jornada de trabalho, novas formas de contratação, trabalho digital e reorganização produtiva, temas que impactam diretamente os setores de comércio, serviços e turismo. A CNC reafirma seu papel institucional na interlocução com o Judiciário trabalhista e na defesa de um ambiente de negócios que combine segurança jurídica, competitividade e valorização do trabalho. O diálogo proposto no referido congresso serviu para aprofundar as reflexões sobre capital e trabalho, visando garantir o equilíbrio que possibilita trabalho decente e crescimento econômico, um dos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU”, destacou Daniela Silveira.