Em webinar promovido pela Aico, o diretor da CNC Dr. Rubens Medrano apresentou análise técnica sobre o Acordo Mercosul–União Europeia, destacando seus impactos para a competitividade, o ambiente regulatório e a inserção internacional do bloco.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou, nesta terça-feira (25), de webinar promovido pela Comissão de Portos, Aduanas e Assuntos Marítimos da Associação Ibero-Americana de Câmaras de Comércio, Indústria e Serviços (Aico), para discutir o Acordo de Livre Comércio Mercosul–União Europeia.
O encontro reuniu empresários e dirigentes de Câmaras de Comércio de diversos países ibero-americanos com o objetivo de examinar, sob perspectiva estratégica e institucional, os potenciais impactos, benefícios e desafios decorrentes da implementação do acordo, cuja ratificação é aguardada no curto prazo.
Representando a CNC, o diretor Dr. Rubens Medrano realizou exposição técnica sobre os principais pontos do tratado, destacando sua relevância para o posicionamento do Mercosul no cenário internacional.
“O Acordo Mercosul–UE representa uma oportunidade estrutural para a inserção qualificada do Mercosul nas cadeias globais de valor. Em um cenário internacional marcado pela ascensão de medidas protecionistas e por incertezas quanto à estabilidade das normas multilaterais de comércio, o acordo confere às trocas interblocos maior segurança jurídica, transparência e previsibilidade regulatória”, afirmou.
Durante o debate, foram analisados aspectos centrais do acordo, incluindo o potencial de expansão dos fluxos comerciais e de investimentos, além de seus efeitos sobre competitividade e geração de empregos em um espaço econômico que reúne aproximadamente 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) agregado estimado em US$ 22,4 trilhões.
Também estiveram em pauta temas de elevada complexidade técnica, como a disciplina relativa às indicações geográficas, os mecanismos de salvaguardas, o tratamento das barreiras não tarifárias e os condicionantes político-institucionais para a aprovação, pelos parlamentos nacionais europeus, dos capítulos referentes ao diálogo político e à cooperação.
A oportunidade proporcionou uma análise técnica, jurídica e estratégica do acordo, com ênfase em seus desdobramentos sistêmicos para o ambiente regulatório e para o posicionamento competitivo do Mercosul no cenário internacional.