Fecomércio-RJ reforça a defesa do equilíbrio nos aeroportos do RJ

Compartilhe:

Entidade defende, com base técnica e evidências do setor, a preservação do limite de passageiros como medida estratégica para o equilíbrio aeroportuário e o interesse público

A Fecomércio-RJ foi extremamente atuante na recente discussão sobre a manutenção dos voos do Aeroporto Santos Dumont. Seu posicionamento repercutiu nos mais diversos veículos do país ao defender, de forma técnica e institucional, a preservação da política de ordenamento dos aeroportos do Rio, implementada pelo Governo Federal no final de 2023. Para a Federação do Comércio do Rio de Janeiro, essa diretriz pública representa um marco estruturante do planejamento da aviação civil no Estado do Rio de Janeiro, construída com base em estudos técnicos e na lógica de integração do sistema aeroportuário nacional.

A entidade destacou que o limite de 6,5 milhões de passageiros por ano no Santos Dumont mostrou-se adequado para garantir segurança e eficiência operacional, reduzir impactos urbanos em seu entorno e, sobretudo, assegurar o equilíbrio com o Aeroporto Internacional do Galeão, considerado estratégico para a conectividade nacional e internacional do estado. Os resultados dessa política são evidentes: enquanto o Santos Dumont manteve-se entre os aeroportos mais movimentados do país, operando dentro de sua capacidade, o Galeão registrou crescimento no número de passageiros, retomada de rotas e ampliação de frequências.

A Fecomércio-RJ também alertou que qualquer flexibilização das regras vigentes comprometeria a coerência da política pública implementada, enfraqueceria o planejamento do setor aéreo e criaria insegurança regulatória em um momento decisivo para novos investimentos e para a expansão da malha aérea. Pesquisa realizada pela entidade reforçou esse entendimento ao indicar que cerca de 76% dos usuários do Santos Dumont se mostraram favoráveis à transferência de voos para o Galeão, inclusive com a percepção de tarifas mais competitivas, demonstrando que a medida não gerou prejuízo à experiência dos passageiros.

Ao longo do debate, a Fecomércio-RJ enfatizou que o equilíbrio entre Santos Dumont e Galeão extrapola interesses locais e deve ser tratado como uma questão estratégica de interesse nacional, com impactos diretos sobre o turismo, a economia, a geração de empregos e a atração de investimentos. Diante desse cenário, avaliou que qualquer flexibilização, neste momento, é inoportuna e contrária ao interesse público.

Leia mais

Rolar para cima