Destaque da edição:
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PIB cresce pelo segundo trimestre seguido – Apesar de sinalizar o fim da pior recessão da economia brasileira, as sucessivas quedas dos investimentos seguem como o maior obstáculo ao crescimento sustentável. A CNC revisa de +0,6% para +0,8% a previsão para 2017. De acordo com dados das Contas Nacionais divulgados hoje (1º/09) pelo IBGE, a economia brasileira cresceu 0,2% em relação aos três primeiros meses de 2017, já descontados os fatores sazonais. Essa foi a segunda alta consecutiva nessa base comparativa, algo que não ocorria desde a segunda metade de 2014. Após oito trimestres consecutivos de quedas no nível de atividade econômica, o Produto Interno Bruto já havia crescido no primeiro trimestre de 2017 (+1,0%), levando, naquela ocasião, o País a sair tecnicamente da maior recessão de sua história.
Percentual de famílias com contas em atraso e sem condições de pagar avança em agosto de 2017 e alcança o maior patamar do ano – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 58,0% em agosto de 2017, o que representa uma alta em relação aos 57,1% observados em julho de 2017. Em relação a agosto de 2016, porém, houve estabilidade. Acompanhando a alta do percentual de famílias endividadas, o percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou em agosto de 2017 na comparação mensal, passando de 24,2% para 24,6% do total, o maior patamar alcançado este ano. Houve alta do percentual de famílias inadimplentes em relação a agosto de 2016, quando esse indicador alcançava 24,4% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso, e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, também apresentou alta em ambas as bases de comparação, alcançando 10,1% em agosto de 2017, o maior patamar desde janeiro de 2010, ante 9,4% em julho de 2017 e 9,4% em agosto de 2016.
A integração do Brasil à economia mundial – Na terça-feira, dia 05/09/2017, o professor Joel Korn palestrou na instituição FGV-RJ sobre o Brasil e sua relação com o mundo. Ele foi presidente do Bank of America no Brasil e atualmente é presidente e fundador da WKI Brasil, sendo também o principal sócio da UPITE Consulting para as Américas. Em primeiro lugar, ele fez um breve resumo da história das políticas internacionais brasileiras. Começando na década de 1950, quando o País tinha um setor industrial muito fraco e dependia principalmente da exportação de bens primários. Contudo, na década de 1960, devido à política expansionista de Juscelino Kubitschek, houve a criação da CSN e investimento na infraestrutura dos setores de energia e transporte. O início da década de 1970 foi conhecido como Milagre Econômico, entretanto, houve o segundo choque do petróleo e o País precisou superar essa crise.