Destaque da edição:
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Procurando sair da crise – A sociedade brasileira está totalmente engajada no debate sobre a atual crise político-econômica e as providências necessárias para sair da crise. Há um consenso nacional para encontrar as soluções capazes de superar os entraves e retomar a normalidade das atividades que levam ao desenvolvimento econômico-social, à retomada do emprego e à estabilidade do mercado de trabalho. A voz do povo nas ruas e as manifestações dos trabalhadores se aliam às manifestações intelectuais do mundo acadêmico, dos articuladores políticos e dos grandes líderes empresariais. Por caminhos diferentes, todos querem sair da crise, adotar medidas salvadoras e retomar a paz social e o desenvolvimento econômico. Chegamos, no momento, ao diagnóstico consensual de que a origem das dificuldades e dos principais obstáculos está na excessiva dimensão do Estado, na pesada carga tributária e na complexa e asfixiante burocracia oficial. Temos que começar por aí. Há praticamente duas décadas, o Governo – União, Estados e Municípios – vem sistemática e seguidamente gastando mais do que arrecada. Da mesma forma que os indivíduos e empresas, isso só é possível mediante crescente endividamento. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o governo federal.
Percentual de famílias com dívidas recua em outubro – O percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro alcançou 57,7% em outubro de 2016, o que representa um aumento em relação aos 58,2% observados em setembro de 2016. Também houve queda em relação a outubro de 2015, quando o indicador registrou 62,1%. Acompanhando a queda do percentual de famílias endividadas, o percentual daquelas com dívidas ou contas em atraso também diminuiu em outubro de 2016, na comparação mensal, de 24,6% para 23,8% do total. Contudo, houve alta do percentual de famílias inadimplentes em relação a outubro de 2015, quando esse indicador alcançou 23,1% do total. O percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes também registrou queda na base de comparação mensal, atingindo 9,4% em outubro de 2016, ante 9,6% em setembro de 2016 e 8,5% em outubro de 2015. Entre os grupos de renda pesquisados, abaixo e acima de dez salários mínimos, o recuo do percentual de famílias endividadas foi observado no grupo de menor renda na comparação mensal. Na comparação anual, houve queda em ambos os grupos pesquisados. Entre as famílias que ganham até dez salários mínimos, o percentual daquelas com dívidas foi de 59,2% em outubro de 2016, ante 59,9% em setembro de 2016 e 63,8% em outubro de 2015. Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, o percentual daquelas endividadas passou de 49,8%, em setembro de 2016, para 50,2%, em outubro de 2016. Em outubro de 2015, o percentual de famílias com dívidas nesse grupo de renda era de 54,1%.
IPCA esperado pelo mercado para 2017 fica abaixo de 5,0% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (04/11), a mediana das expectativas para o IPCA permaneceu em 6,88%, menor do que a previsão de 7,04% de quatro semanas passadas, sendo a primeira semana de estabilidade nesta estimativa após sete quedas consecutivas. Continua acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 mostra desaceleração, reduzindo para 4,94%, a primeira previsão abaixo de 5,0% deste ano. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,30% em outubro e 0,40% em novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,27% e 0,42%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado. Na penúltima reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida para 14,0%, após permanecer em 14,25% desde 30/07/2015. A próxima e última reunião será nos dias 29 e 30 de novembro. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 foi de 13,50%, esperando novo corte na taxa para o final deste ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance 10,75%.
Balança comercial de outubro supera expectativas – De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a balança comercial apresentou o melhor resultado desde outubro de 2011. O superávit de outubro de 2016 foi de US$ 2,346 bilhões contra US$ 1,996 bilhão, valor 17,55% superior ao mesmo mês do ano passado. Nos dez primeiros meses deste ano, as exportações superaram as importações, acumulando um superávit de US$ 38,527 bilhões, ultrapassando o valor do mesmo período de 2015, que foi de US$ 12,248 bilhões. Separando por setor agregado, os valores alcançados este mês pelas exportações foram: básicos – US$ 5,670 bilhões, manufaturados – US$ 5,519 bilhões – e semimanufaturados – US$ 2,231 bilhões. Comparando com 2015, houve uma diminuição em exportação dos produtos básicos (-18,6%), manufaturados (-4,0) e semimanufaturados (-0,4%). Destacando o grupamento dos básicos, ocorreu uma elevação das vendas do petróleo (+27,9%, para US$ 1,1 bilhão), café em grão (+7,3%) e minério de ferro (+2,7%). Nos grupos dos ma¬nufaturados, a maioria dos produtos não teve uma grande expressão ante 2015, porém destacaram-se: tubos flexíveis de ferro/aço (-54,9%), autopeças (-12,7%) e laminados planos (-41,5%). E nos semimanufaturados: açúcar em bruto (+27,2%) e couros e peles (+7,0%).