Destaque da edição:
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Intenção de consumo reflete melhora nas expectativas – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou alta de 2,4% na comparação com setembro de 2016 e queda de 5,7% em relação a outubro de 2015. Nos últimos três meses, todos os componentes da pesquisa tiveram variação positiva na comparação mensal. No entanto, o índice ainda permanece em um nível menor que 100 pontos, ou seja, continua abaixo da zona de indiferença, o que indica uma percepção de insatisfação com a situação atual. Adicionalmente, o nível anual dos indicadores ainda registra forte queda. O nível de confiança das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos mostrou melhora de 2,1% na comparação mensal; e o daquelas com renda acima de dez salários mínimos apresentou aumento de 3,7%. O índice das famílias mais ricas está em 83,7 pontos; e o das demais, em 72,1 pontos. Os índices abertos por faixa de renda também continuam abaixo dos 100 pontos.
Mercado espera Selic de 13,50% no fim do ano – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (21/10), a mediana das expectativas para o IPCA reduziu para 6,89%, maior do que a previsão de 7,25% de quatro semanas passadas, sendo a sexta semana consecutiva de queda nesta estimativa. Continua acima do limite superior da meta de inflação, entretanto abaixo da taxa de 10,67% realizada em 2015. A projeção para 2017 também mostra desaceleração, reduzindo para 5,0%. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,30% para outubro e 0,40% em novembro. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,27% e 0,35%, respectivamente, valores próximos aos esperados pelo mercado. Na penúltima reunião do Copom deste ano, a meta da taxa de juros Selic foi reduzida para 14,0%, após permanecer em 14,25% desde 30/07/2015. A próxima e última reunião será nos dias 29 e 30 de novembro. Para o resto do ano, a mediana das estimativas da Selic para o fim de 2016 foi de 13,50%, esperando novo corte na taxa para o fim deste ano. Já para 2017, a previsão é que a meta da Selic continue sendo reduzida e alcance 11,0%.
Recuperação econômica será lenta – De quanto será o crescimento da economia brasileira este ano e no ano que vem? A resposta desta indagação e a de outras sobre o rumo do Brasil levam em compreensão os últimos indicadores da indústria, do comércio e do PIB; este último – assim como os outros dois – deverá encolher em 2016, deixando para o segundo trimestre ou para o segundo semestre de 2017 as chances de crescimento. Os problemas possuem raiz na escolha de políticas equivocadas em descompasso com a capacidade do setor privado de financiar os governos, fato que cabalmente levou ao esgotamento do modelo de crescimento consubstanciado pelo déficit e pelo superendividamento do setor público. Além da elevação da carga tributária, um dos principais resultados foi o salto da dívida interna para 69% do PIB, patamar exagerado para um país considerado emergente, de renda média baixa. Se a pisada no freio para enfrentar o desequilíbrio das finanças governamentais não tivesse sido dada, o Brasil estaria passando por uma conjuntura bem mais dramática, devido aos efeitos decorrentes da estagflação, como: indexação informal; aumento do déficit do setor público; desemprego acelerado; endividamento das famílias; alta dos juros; e, muito provavelmente, mais impostos – considerando que o governo anterior era relutante em reduzir gastos.
Coleta seletiva durante a Olimpíada – Segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o País ganhou destaque fundamental para o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos catadores de materiais reciclados e para a criação do conceito de responsabilidade compartilhada. Por meio desse pensamento, toda a cadeia produtiva é responsável pela gestão dos resíduos. Porém, os desafios para sua implementação, consubstanciados pelos acordos setoriais, são grandes, principalmente os relacionados aos investimentos que necessitam ser feitos nessa área. O prazo para o fim dos lixões era 2014 e agora foi prorrogado para 2018. De acordo com o boletim informativo da ABRALATAS nº 69, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio colocaram em prática uma modalidade que deve se expandir para outros “campos”. A iniciativa que merece uma medalha de ouro foi desenvolvida pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA/RJ), em parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e com a Autoridade Pública Olímpica (APO). Pela primeira vez na história, a coleta seletiva de resíduos nos locais de competições contou com a participação de cooperativas de reciclagem de catadores de materiais recicláveis.