Destaque da edição:
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O avanço das moedas virtuais – A moeda virtual é uma tecnologia inovadora que permite que pessoas ou instituições possam transferir fundos instantaneamente, de forma segura e sem intermediários. Essa moeda pode potencialmente expandir o comércio internacional, apoiar a inclusão financeira e transformar a forma como fazemos compras e negócios. Em 2015, a moeda física foi o principal meio de pagamento no mundo. Porém, países europeus já se preparam para uma nova fase, com menos dinheiro em espécie. Na Suécia, por exemplo, apenas um quinto de todos os pagamentos foi feito em dinheiro e existem lojas que já não aceitam mais a moeda viva. A Dinamarca segue pelo mesmo caminho e já anunciou que quer ser o primeiro país a eliminar oficialmente a circulação de dinheiro físico. O argumento de ambos os países é o mesmo, de que a fiscalização do dinheiro eletrônico é mais fácil, e assim problemas como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro podem ser evitados.
Produção industrial volta a mostrar queda – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial sofreu queda em agosto deste ano, após cinco crescimentos consecutivos (1,3% em março e 1,6% em junho foram os mais intensos). Desde o início do ano, este foi o segundo mês de retração. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. Além desse recuo, a Indústria Extrativa mostrou redução de 1,8%. Esse foi o quarto resultado negativo neste ano. Enquanto a de Transformação recuou em 3,6%, continuando com a tendência negativa. Houve queda na maioria das categorias de uso analisadas, sendo Bens de Consumo Duráveis o maior destaque (+9,3%). A única exceção foi Bens de Capital, em que houve crescimento de 0,4%. Além desses valores negativos, na comparação com agosto de 2015 também houve queda, de 5,2% (melhor do que a taxa de julho, -6,4%, e a menos negativa do ano), continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013. Diferentemente da análise anterior, a Indústria de Transformação, com recuo de 4,3%, não foi a principal influência, pois a Indústria Extrativa obteve uma retração de 11,7%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências negativas. Assim como observado na comparação anterior, quando consideramos o mesmo período do ano anterior, a maioria das categorias de uso recuou, com Bens de Capital sendo, novamente, a única exceção (+5,0%). Bens Intermediários mostrou o segundo maior resultado negativo (-6,9%), logo após Bens de Consumo Duráveis, com retração de 12,4%. Automóveis para passageiros foi a atividade com maior queda (-19,7%).
Comércio exterior: bens de capital são destaque nas exportações até setembro – O bom resultado da balança comercial brasileira até setembro – um superávit de US$ 36,2 bilhões – foi produzido por variações negativas nas exportações e, de forma mais expressiva, nas importações: -3,5% e -23%, respectivamente. As vendas externas somaram US$ 139,4 bilhões, enquanto as compras de outros países acumularam US$ 103,2 bilhões. Com isso, o volume de comércio com o exterior, US$ 248 bilhões, reduziu-se 13% em relação ao ano passado. Esse resultado reflete o arrefecimento da queda nas importações, que vinham crescendo em ritmo acelerado até meados do ano. Tanto as quantidades quanto os preços estão caindo menos. Já as exportações estão sendo beneficiadas pela recuperação dos preços internacionais, os quais entraram em rota de crescimento no segundo trimestre. O saldo comercial positivo neste ano, em termos de valor, foi puxado pelas exportações de bens de capital, ou seja, o setor industrial contribuiu mais para os valores das vendas externas, a despeito da queda das exportações totais. Segundo as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações da categoria de bens de capital foram as únicas a apresentar crescimento, +18,5%, enquanto as de¬mais tiveram reduções: -6,1%, bens intermediários; -11,2%, bens de consumo; e -8,5%, combustíveis e lubrificantes.
MPE e comércio exterior – Em 5 de outubro corrente, quando se comemorou o Dia da Micro e Pequena Empresa, o presidente da República assinou o Decreto nº 8.870 em favor dessas empresas, especialmente para aquelas que estão inscritas no regime de recolhimento de contribuições e impostos, o Simples Nacional. O referido decreto criou o procedimento simplificado de exportação, chamado Simples Exportação, destinado a atender, portanto, as empresas do Simples Nacional que queiram inserir-se em um mercado caracterizado por se apresentar muito concentrado, predominantemente formado por grandes empresas, como é o caso do comércio exterior brasileiro. Através do decreto, com as possibilidades de diminuição da burocracia existente por causa dos mecanismos reguladores e controladores, talvez seja bem possível que a atual estrutura do mercado nacional na forma que está possa vir a ser modificada. Para isso, conforme estabelece o decreto, o procedimento simplificado de exportação observará: a unicidade do procedimento para registro das operações de exportação na perspectiva do usuário; haverá entrada única de dados; o processo entre os órgãos envolvidos será integrado; e terse-á acompanhamento simplificado do procedimento.