Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?
O atual panorama econômico demonstra que teremos um fim de ano com vendas mais baixas que as dos anos anteriores. Com certeza, os empresários vão repor os estoques com cautela, para não correr riscos de ficar com mercadorias encalhadas. O mesmo se dá com a contratação de mão de obra, que deverá ficar aquém de outros períodos natalinos. A tendência é aumentar a produtividade pagando horas extras e contratando menos.
Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?
O atual panorama econômico demonstra que teremos um fim de ano com vendas mais baixas que as dos anos anteriores. Com certeza, os empresários vão repor os estoques com cautela, para não correr riscos de ficar com mercadorias encalhadas. O mesmo se dá com a contratação de mão de obra, que deverá ficar aquém de outros períodos natalinos. A tendência é aumentar a produtividade pagando horas extras e contratando menos.
A primeira medida a ser tomada é realizar uma leitura criteriosa do cenário em que o estabelecimento está inserido, a fim de adequar o empreendimento a essa realidade. Investir em visibilidade pode ser um fator de destaque. Com uma situação em que os consumidores se tornam mais criteriosos, é preciso atrai-los, seja por meio do bom atendimento, do mix de produtos, dos canais de atendimento ou das formas de pagamento.
Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?
Acredito que a crise tem prazo de validade. Ela deve decrescer a partir do segundo semestre de 2016. Até lá, precisaremos conviver com os índices desfavoráveis. Não há nenhum fato que justifique a retomada imediata do crescimento, porque esse processo é gradativo. Como no Paraná o agronegócio influencia as vendas do comércio, as quedas têm sido menos acentuadas, ou seja, atenuadas pelas boas safras no campo.
Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?
O setor de autopeças tem sofrido bastante. O efeito cascata, decorrente da queda nas vendas do veículos novos, afeta toda a cadeia de produção e vendas, incluindo as áreas de reposição. No primeiro semestre as concessionárias de veículos registraram queda de -23,8%. No setor de autopeças ficamos com -13,8%. Os dois setores foram os de pior desempenho no Paraná.
A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?
Torna-se impossível o empresário manter os preços de venda quando os custos sobem. Ele fica obrigado a repassar para o consumidor, infelizmente. Isso tudo afeta as vendas, principalmente porque os clientes já estão preocupados com a manutenção dos seus empregos e têm apertado o cinto.
A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?
Mostra-se claro que todos os aumentos das tarifas públicas acabam gerando inflação e aumento de preços. A inflação é um dos componentes. A insegurança, produto perverso da crise, é outro fator prejudicial. Diante dela, mesmo havendo facilidades de crédito, as vendas se retraem. É preciso que se volte a um ambiente de otimismo para que as coisas comecem a se equilibrar.
Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até final de 2015?
As alternativas passam pela cautela, pela persistência, pela criatividade nas promoções e, principalmente, por muita dedicação ao trabalho. Munidos dessas armas, vamos superar a crise e voltar a crescer.