Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?
Qual é sua perspectiva em relação à contratação de mão de obra para o final do ano? E de reposição de estoques?
A expectativa quanto a novas contratações é positiva. Para a economia em geral, o segundo semestre tende a ser mais aquecido que o primeiro, e a atividade econômica é mais intensa. Para o comércio em especial, temos três importantes datas para o varejo: Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal, além da injeção de renda proporcionada pelo 13º salário. Isso ajuda a alavancar o volume de vendas. E para atender melhor à crescente demanda, investimentos em capacitação e contratação de mão de obra são necessários.
Esse desempenho mais aquecido da economia requer velocidade na reposição do estoque. Além disso, melhorar a capacidade de previsão da demanda, para garantir satisfação do consumidor com disponibilidade de produtos nas lojas, é de suma importância para o sucesso do empreendimento.
Como o senhor vê a evolução da economia/comércio em seu estado até o final do ano?
Minas Gerais acompanha o cenário do Brasil. Viemos de um ano de baixa atividade econômica, com retração do PIB e do comércio. Esse enfraquecimento ainda foi sentido no primeiro semestre, com sucessivas quedas no volume de vendas.
Entretanto, a economia de Minas é muito dinâmica e uma das mais aquecidas do País. Além disso, acreditamos no potencial do setor terciário, sendo o principal gerador de empregos. A confiança e a expectativa são pilares para a retomada do crescimento. Com datas comemorativas importantes, que movimentam a economia, teremos a oportunidade de dar um passo para a recuperação.
Na área em que o senhor atua, que medidas prudenciais devem ser adotadas pelos empresários?
O setor farmacêutico tem certa vantagem, por comercializar itens de primeira necessidade. Ainda assim, há uma realocação de produtos por parte do consumidor, fazendo com que a procura pelos bens mais baratos aumente.
Por isso, este é um momento em que é preciso ter prudência. Estudar o mercado, saber investir corretamente e conquistar o consumidor por meio de uma mensagem convincente é essencial. Como em qualquer segmento do varejo, é preciso entender o comportamento do cliente para atender às expectativas destes e direcionar ações para cada público.
A alta de gastos do setor – como energia, pessoal, combustíveis – tem afetado os negócios?
Certamente. Em 2015, observamos um avanço expressivo no preço dos bens administrados, como os combustíveis. Para o caso da energia, em especial, a estiagem ainda amplificou esse cenário de aumento dos valores. Sendo assim, o gasto do empresariado com os chamados custos fixos teve um aumento, o que, somado ao cenário de queda das vendas e à consequente redução nas receitas, acaba por comprometer a saúde financeira do setor.
A inflação é a maior vilã para o comércio atualmente?
O comércio depende muito das situações do mercado. É o primeiro segmento que sente as adversidades da economia, pois lida diretamente com o consumidor final. Em um cenário de inflação alta, no qual o poder de compra dos consumidores é reduzido, a demanda no comércio diminui de forma significativa, refletindo-se em um menor volume de vendas.
No entanto, outros fatores são protagonistas dessa condição adversa. O desemprego, por exemplo, deixa o consumidor mais cauteloso no ato da compra. A elevada taxa de juros, por sua vez, restringe o crédito, o que gera uma queda na demanda no varejo, principalmente daqueles produtos de maior valor, que dependem de condições de financiamento.
Quais as alternativas para o empresariado do comércio de bens, serviços e turismo no cenário econômico até o final de 2015?
Muitos dizem que as grandes oportunidades surgem em períodos de crise. Nesses momentos, é preciso se reinventar. Sobreviver em meio a esse cenário não é fácil. É preciso identificar as oportunidades.