Destaque da edição:
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Confiança do empresário volta a recuar em julho – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) voltou a registrar variação negativa em julho em relação ao último mês, de -1,7%. O resultado negativo nessa base comparativa foi particularmente influenciado pela variação na intenção de investimentos (-1,6%) e pelas condições correntes, que recuaram pela terceira vez seguida (-5,0%). Já a avaliação das expectativas oscilou -0,6%, retornando à tendência de deterioração após dois meses de crescimento. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice geral registrou a 24ª queda seguida (-21,6%) – resultado impactado pela deterioração na percepção das condições correntes (-45,0%). Com expectativa de queda nas vendas em 2015, o percentual de empresários reportando níveis dos estoques elevados está no quarto maior patamar da série histórica. Em julho de 2015, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio novamente apresentou queda, em relação tanto ao mês anterior quanto ao mesmo período do ano passado. A perspectiva de manutenção de um cenário econômico ainda desfavorável no segundo semestre e a menor disposição ao consumo por parte das famílias vêm impedindo uma melhora na confiança dos empresários do setor.
Outras matérias:
Crédito representa 54,5% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,6% em junho de 2015, contra o mês imediatamente anterior, 0,1 ponto percentual abaixo do resultado de maio, 0,7%, enquanto em abril houve estabilidade. Sendo que em janeiro houve a pior taxa do ano, com queda de 0,2%. Esta foi a primeira queda desde janeiro de 2013, quando houve retração de 0,1%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 54,5% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho de 2015, a variação foi de +9,8%, 1,4 p.p. abaixo da variação de 11,2% observada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até o primeiro semestre, o resultado foi um crescimento de 2,8% no crédito.
Conex Minas– Entre os dias 11 e 15 deste mês, Teófilo Otoni (MG) terá motivos para comemorar. Nestes dias irá viver a Conex Minas – feira com entrada franca que reunirá as indústrias de três Vales (Mucuri, São Mateus e Jequitinhonha). Em paralelo, outro evento tradicional da região: a Feira Internacional de Pedras Preciosas (FIPP), com objetivo de promover o comércio entre mais de 80 cidades da região, criando oportunidades para produtos típicos e serviços, vendas de equipamentos, como também almejando fortalecer o comércio exterior mineiro. No evento estarão reunidos os principais produtores de joias e gemas do Brasil, com representantes das indústrias de pequeno, médio e grande portes da região, para encontrar um público formado por pequenos, médios e grandes fornecedores de equipamentos e serviços industriais; órgãos públicos; autoridades; estudantes; e representantes e empresários comerciais e industriais do Brasil e do mundo.
Usina hidrelétrica de Belo Monte – O Sistema elétrico brasileiro é um sistema de geração hidrotérmico, com forte predominância de geração hidrelétrica. A capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN) é de 82,1 GW, sendo que a parcela hidrelétrica, de 69,8 GW, representa 85% desse total. O aproveitamento hidrelétrico de Belo Monte, dentro desse contexto, aparece como uma obra de fundamental importância, necessária à expansão do sistema, e vem constando há décadas dos programas oficiais de expansão da oferta do sistema elétrico brasileiro. Os Estudos de viabilidade do AHE (Aproveitamento Hidrelétrico) Belo Monte foram concluídos em 2002. O Congresso Nacional autorizou, em 2005, a Eletrobras (Centrais Elétricas Brasileiras S/A) a completar e atualizar esses estudos. Desde então, teve início a elaboração do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O EIA mostrou a necessidade de mudanças importantes no projeto inicial de engenharia apresentado nos Estudos de viabilidade de 2002, para diminuir os efeitos negativos que a construção da usina poderia causar ao meio ambiente e às pessoas. Além dessas mudanças, foram propostas várias ações para controlar e diminuir os efeitos negativos e aumentar os efeitos positivos do empreendimento. Nesse contexto, o projeto da hidrelétrica de Belo Monte, na bacia do rio Xingu, localizada nos Estados do Pará e Mato Grosso é uma das melhores opções para a ampliação do parque gerador brasileiro, pois permite grande produção de energia e apresenta uma condição muito favorável de integração com o sistema elétrico nacional. A integração com o resto do País reforçará a transferência de energia entre as várias regiões, dependendo das demandas e da disponibilidade de água. Isso contribuirá para o aumento da oferta de energia e da segurança do sistema elétrico.