Destaque da edição:
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Alívio à vista? – É consenso geral que a economia brasileira vive um momento complexo, em que a maioria dos indicadores mais significativos mostra resultados desanimadores. O saldo do PIB do primeiro trimestre e os números mais recentes de diversos setores direcionam as expectativas para uma conseguinte queda da atividade no segundo semestre. Esses resultados dão continuidade ao enfraquecimento da atividade, que já era observado desde o ano anterior, e que foi aprofundado pelas medidas de política monetária e fiscal aplicadas mais intensamente neste ano, como a continuidade da política monetária contracionista, com aumento de juros e consequente aperto ao crédito, o reajuste dos administrados e o ajuste fiscal. Essas medidas, em conjunto com a taxa de câmbio – que está um pouco mais livre, em razão da diminuição das intervenções no mercado futuro –, objetivam um ambiente de negócios que suporte o crescimento sustentável, por meio da solução das problemáticas atuais de inflação elevada, déficit em transações correntes e contas públicas enfraquecidas. O processo de ajuste já está em curso, e é possível que esse seja um dos momentos mais complicados, já que só é possível sentir os efeitos negativos, que deverão no futuro conduzir às melhorias pretendidas.
Outras matérias:
Crédito representa 54,4% do PIB – Dados mais recentes divulgados pelo Banco Central, mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro aumentaram 0,7% no quinto mês de 2015, contra o mês imediatamente anterior, 0,5 ponto percentual abaixo do resultado de março, 1,2%, enquanto em abril houve estabilidade. Sendo que em janeiro houve a pior taxa do ano, com queda de 0,2%. Esta foi a primeira queda desde janeiro de 2013, quando houve retração de 0,1%. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 3,1 trilhões no último resultado, representando 54,4% do PIB. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em maio de 2015, a variação foi de +10,1%, 2,4 p.p. abaixo da variação de 12,5% observada no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano até maio, o resultado foi um crescimento de 2,1% no crédito. As operações com recursos direcionados representaram 26,5% do PIB, com saldo de R$ 1.497,5 bilhões. No acumulado em 12 meses, cresceram 16,5%, 6,4 p.p. acima das operações totais do sistema financeiro e sua principal influência. Porém, o resultado foi abaixo do observado no mês anterior, 17,1%, além de ser a menor taxa do ano.
Comércio nas redes sociais – De acordo com os dados da World Internet Stats, o Brasil já conta com 110 milhões de pessoas com acesso à internet – ou 54% da população estimada do País. Já segundo o próprio Facebook, mais de 90 milhões de brasileiros têm conta nessa rede social, o que significa 7% dos usuários desse sistema em nível mundial (cerca de 1,3 bilhão de contas ativas) e a segunda posição, atrás apenas dos EUA. Sem dúvida, o Facebook tornou o mundo menor e mais interativo, unindo desde pessoas com afinidades, famílias, até desconhecidos pelo mundo. Um fenômeno social de dimensão gigantesca. Da mesma forma, outras redes sociais também cumprem esse papel. Dentro desse contexto, todas essas redes representam oportunidades e desafios para as empresas, que não podem ignorá- las. Afinal, estima-se que mais de 20% do tempo que se passa na internet é destinado ao Facebook, principalmente porque o site realizou com êxito a transição do computador para a plataforma móvel. Tirando proveito desse ambiente, o chamado “Social – Commerce” já começa a ganhar espaço nas iniciativas de comércio eletrônico. O termo Social-Commerce é o resultado da fusão das palavras SOCIAL MEDIA + E-COMMERCE. Na prática, o Social-Commerce é a utilização das mídias sociais, como o Facebook, Twitter, YouTube, dentre outras, com o objetivo de concretizar transações comerciais. A ideia principal do Social-Commerce é envolver as pessoas com os produtos e com a empresa, estimulando a propagação da informação entre os membros das mídias sociais, o que, por sua vez, deverá gerar conhecimento da marca, relacionamento e vendas.
Empresa Simples de Crédito – As iniciativas legislativas em favor do segmento das empresas de menor porte cada vez mais reconhecem a importância destas empresas para a construção de uma sociedade mais justa, por isso, procuram aprimorar objetivos e contexto de inserção das mesmas, enfatizando tratar este segmento diferentemente das médias e grandes. É assim também uma forma de fermentar o bolo da produção e repartir melhor. Não é à toa que a Frente Parlamentar Mista das MPEs é a maior do Congresso e a bandeira desfraldada na defesa dos interesses das MPEs não possui partido político. Logo, as oportunidades para os empreendedores devem ser incrementadas, tanto em face do elevado grau de empreendedorismo do brasileiro, como em virtude da repercussão do tema no Legislativo. Isso porque é conhecido que as políticas públicas para as MPEs constituem-se em elementos mitigadores de efeitos da crise, bem como tornam a distribuição de renda mais equitativa. O Projeto de Lei Complementar nº 25/2007 foca o futuro, ao propor a criação da Empresa Simples de Crédito (ESC), no âmbito municipal, para a realização de operações de empréstimos, financiamento e desconto de títulos de crédito junto a pessoas jurídicas, exclusivamente com recursos próprios. Com esse tipo de empresa, estima-se que os recursos alcancem as MPEs, de forma a fomentar suas atividades, visto que no mercado convencional os juros proibitivos afastam as empresas, sufocam as atividades e diminuem a competitividade.