Ensino médio: deputados defendem reformulação

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Deputados da Comissão de Educação defenderam em 7 de julho a votação pelo Plenário do Projeto de Lei 6840/13, que reformula o ensino médio. A proposta foi um dos pontos discutidos em seminário promovido pelo colegiado sobre o tema.

Uma das mudanças previstas é que os alunos poderão direcionar o currículo de acordo com quatro áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Além disso, eles poderão focar a formação no ensino profissionalizante.

Deputados da Comissão de Educação defenderam em 7 de julho a votação pelo Plenário do Projeto de Lei 6840/13, que reformula o ensino médio. A proposta foi um dos pontos discutidos em seminário promovido pelo colegiado sobre o tema.

Uma das mudanças previstas é que os alunos poderão direcionar o currículo de acordo com quatro áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Além disso, eles poderão focar a formação no ensino profissionalizante.

O projeto foi aprovado por comissão especial no fim do ano passado e agora depende de análise do Plenário. O deputado Wilson Filho (PTB-PB), que foi relator da proposta, acredita que o texto, apesar de não ser a ideal, traz avanços, como o estudante poder dar ênfase às áreas que pretende seguir.

“O ensino médio é uma etapa da educação brasileira que parou no tempo”, disse. “Nós já poderemos dar uma resposta prática com a votação pelo Plenário.”

Esforço concentrado

A deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO) defendeu uma semana especial na Câmara, em agosto, destinada à análise de projetos da área de educação. “Vários projetos estão há anos dormindo nos corredores. A nossa proposta é que a Comissão de Educação faça uma triagem dos que possam ser votados em um esforço concentrado pelo Plenário”, afirmou.

Participantes do seminário, no entanto, ponderaram que antes de votar as mudanças no ensino médio é melhor os parlamentares esperarem a finalização, pelo Ministério da Educação, da Base Nacional Comum da Educação – documento que definirá os recortes de conhecimento abordados em cada disciplina.

Como explicou o diretor de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação, Ítalo Dutra, o documento será elaborado observando-se as características locais do País. O prazo para entrega ao Conselho Nacional de Educação (CNE) é 24 de junho de 2016. Por esse motivo é que, na opinião do presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Eduardo Deschamps, o projeto de lei deve ser mais geral, para não engessar diretrizes curriculares, que devem ser dinâmicas. No entanto, para o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que presidiu a comissão especial que analisou o projeto, ele pode inclusive acelerar a construção da Base Nacional Comum.

Eduardo Deschamps disse que, na ausência de uma base comum, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) continuará impactando fortemente o ensino médio, já que este se transformou em porta de entrada para o ensino superior. A consequência, disse ele, é que o ensino médio não se diversifica, representando atualmente apenas uma fase preparatória para a universidade, quando poderia ser também uma fase profissionalizante.

Fonte Jornal da Câmara

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