Destaque da edição:
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A extensão da vida laboral – Aprovada pelo Congresso, a PEC n° 457/2005, que trata da aposentadoria compulsória aos 75, ao invés dos 70 anos, para os ministros do Supremo e outros Tribunais Superiores, independentemente de considerações, quer sejam de ordem política, de interesses de classe ou, ainda, argumentos sobre a funcionalidade das Cortes, o acréscimo de cinco anos no atual limite nos leva a refletir sobre a dinâmica de nossa demografia. A “pirâmide populacional” de meados do século passado, cuja ampla base era formada por gente jovem, com o passar do tempo mudou de configuração. Hoje, no topo da escala das faixas etárias há um significativo número de indivíduos maiores de 70 anos. O critério síntese que explica tal mudança é a esperança de vida aos nascer. Na década de 1940, tal expectativa rondava a casa dos cinquenta anos. Desde então, a intensificação da vida no quadro urbano e os progressos da medicina incorporados aos programas de saúde pública resultaram num aumento mais que substancial dessa expectativa. Em termos totais, sem a distinção de sexo, em 1980 estava em 62,6 anos, e em 2013 aumentou para 74,9 anos. Nesse espaço de tempo, na estatística dos grandes números, um aumento de quase 20% no prolongamento da vida. Entre 1980 e 2013, a expectativa de vida ao nascer, de 59,6 anos para homens, aumentou 19,6 anos; no caso das mulheres, os 65,7 anos de expectativa em 1980, também aumentam 19,6 anos no mesmo período. Contudo, para o propósito deste artigo mais vale, como fiz em ocasiões anteriores, pôr em evidência a probabilidade de sobrevida quando o indivíduo alcança os 70 anos em boas condições de saúde.
Outras matérias:
Balança comercial acumula déficit de US$ 2,3 bilhões até maio – A balança comercial brasileira apresentou saldo negativo de US$ 2,3 bilhões até o mês de maio. O valor das exportações somou US$ 74,7 bilhões, enquanto as importações registraram US$ 77 bilhões, conforme dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Com um dia útil a menos do que no mesmo período do ano passado, o saldo negativo de 2015 é US$ 2,5 bilhões inferior ao verificado no mesmo período de 2014, quando o saldo da BC foi de -US$ 4,8 bilhões. Enquanto as exportações, em termos da média por dia útil, obtiveram redução de 16,2%, as importações caíram 18% na mesma base de comparação. O resultado das exportações pode ser explicado pela queda de quase 18,9% nos preços dos produtos vendidos pelo Brasil em 2015, como mostram os índices calculados pela Fundação Centro de Estudos para o Comércio Exterior (Funcex). Os preços do minério de ferro e de soja em grãos tiveram impacto significativo no índice, uma vez que acumulam queda de quase 60% e 41% respectivamente, esse ano. Em contrapartida, o volume de bens exportados cresceu 3,2%. Já as importações obtiveram redução de volume da ordem de 6,8%, o que pode ser associado à retração na atividade industrial, e de 9,8% nos preços.
Indústria recua pelo terceiro mês consecutivo – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial retraiu 1,2% em abril deste ano, após quedas de 0,7% em março e 1,4% em fevereiro. O crescimento de 0,2% em janeiro de 2015 foi o único positivo no quadrimestre. Em abril de 2014, também houve queda em relação a março, com uma variação negativa de 0,4%. Desde o início do ano passado, este foi o décimo mês com retração. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A Indústria extrativa acelerou 1,5%, o quinto resultado positivo consecutivo após retração de 1,1% em novembro de 2014. Enquanto a de Transformação recuou 1,3%, tendo crescido 1,3% em janeiro deste ano. Houve queda em todas as categorias de uso analisadas, sendo Bens de capital o maior destaque (-5,1%). Na comparação com abril de 2014, houve uma queda de 7,6%, continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013, entretanto a taxa mais intensa deste período, com exceção da queda de 9,4% em fevereiro de 2015. Assim como na análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 10,0%, foi a principal influência, sendo que a Indústria extrativa acelerou 11,1%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências, com início em janeiro do ano passado. Novamente similar ao observado na comparação anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de capital mostrando o maior resultado negativo (-24,0%), seguido por Bens de consumo duráveis, com retração de 17,1%. Equipamentos de transporte industrial foi a atividade com maior queda (-31,2%).
XII Convenção Nacional das MPEs – O seminário da Confederação Nacional das Micros e Pequenas Empresas aconteceu em Curitiba, no dia 25 de maio passado, para mais de duzentas pessoas. Durante a abertura, o presidente da Conampe lembrou que a bandeira da defesa das MPEs dura mais de 35 anos, salientando que, na atual conjuntura, bastante difícil para os pequenos negócios, o encontro destinava-se a discutir soluções para o desenvolvimento do segmento, ao invés de lamentar e criticar a crise econômica. O secretário de Planejamento do Paraná apontou os esforços em fazer acontecer a Lei Geral em todos os municípios paranaenses, através da integração dos municípios por meio da Redesim. Espera-se que até o final do corrente ano, mais de 200 municípios estejam integrados neste sistema, que contém inovação e buscará dar maior competitividade às empresas, com a diminuição da burocracia que pesa sobre os empresários. O Paraná é o estado da Federação que oferece o melhor ambiente empresarial para o desenvolvimento dos pequenos negócios, oferecendo 50% de desconto no pagamento dos impostos do Simples Nacional. Além disso, as microempresas, com faturamento até R$ 360 mil por ano, não pagam ICMS ao governo.
Conservação de energia elétrica – O Brasil tem uma grande demanda reprimida de energia – mas os índices nacionais de perda e desperdício de eletricidade também são altos. O total desperdiçado, segundo o Procel, chega a 40 milhões de KW por ano. Os consumidores – indústria, residências e comércio – desperdiçam 22 milhões de KW; as concessionárias de energia, por sua vez, com perdas técnicas e problemas na distribuição, são responsáveis pelos 18 milhões de KW restantes. Criado pelo Governo Federal em 1985, o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), tem por objetivo promover a racionalização do consumo de energia elétrica, combatendo o desperdício e reduzindo os custos e os investimentos setoriais, aumentando ainda a eficiência energética. O Selo Procel de economia de energia, instituído em 1993, indica ao consumidor, no ato da compra, os produtos que apresentam os melhores níveis de eficiência energética dentro de cada categoria: geladeiras, freezers, chuveiros elétricos e aparelhos de ar-condicionado. O objetivo é estimular a fabricação e a comercialização de produtos mais eficientes, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico e a redução de impactos ambientais.