Destaque da edição:
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Trégua no dólar – A evolução nos ajustes fiscais e a queda nos preços de algumas commodities, como o petróleo e o minério de ferro, foram parte do entorno que acompanhou a desvalorização do real, que registrou queda de 5,6% em abril. Nos últimos dois anos, a queda mais pronunciada das commodities foi um dos fatores que contribuíram para o fortalecimento do dólar ante moedas de países exportadores. Uma retomada dos preços do petróleo pode promover valorizações das moedas commodities, que seriam adicionalmente favorecidas pelo maior fluxo de capitais para ativos financeiros nesses Países. No primeiro trimestre, o real acumulou queda de 17% em termos nominais. A resiliência recente da moeda deve ajudar a suavizar algumas das preocupações sobre a posição financeira da Petrobras, bem como auxiliar no nível geral de preços. Os dados mais recentes da economia norte-americana – que têm se mostrado enfraquecidos – e a falta de definição do Fed na última reunião são fatores que reforçam a perspectiva de adiamento na elevação dos juros do País. Mesmo assim, há uma tendência de valorização da moeda norte-americana. Os EUA já mostram um crescimento relativamente sustentável, e a compra de ativos no País já cessou, diferentemente da Europa e do Japão. Portanto, ainda que baixas, as taxas de juros norte-americanas são mais atrativas que as desses países, o que fortalece o dólar.
Outras matérias:
CNC projeta alta de 0,5% nas vendas voltadas para o Dia das Mães – O volume de vendas voltadas para o próximo Dia das Mães deverá registrar variação de +0,5% em 2015, segundo estimativa da CNC. Se confirmada essa previsão, a data comemorativa irá registrar seu pior desempenho desde 2004 (-1,9% ante o mesmo período de 2003). O Dia das Mães é a segunda data-âncora mais importante do varejo brasileiro – atrás apenas do Natal – e deverá movimentar aproximadamente R$ 6,5 bilhões neste ano. Com taxas de inflação menos acentuadas que as de outros ramos do varejo, as vendas de produtos em farmácias e perfumarias (+7,8%) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+7,3%) deverão impedir uma retração do volume de vendas do varejo no Dia das Mães de 2015. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, as taxas de inflação medidas em ambos os ramos (+4,4% e +4,3%, respectivamente) se situaram significativamente abaixo da média do varejo brasileiro (+6,9%). Juntos, esses ramos respondem por cerca de 25% da movimentação financeira da data. Por outro lado, os segmentos de vestuário (-0,4%) e de hiper e supermercados (-0,5%) e de móveis e eletrodomésticos (-2,8%), responsáveis por 71% da movimentação esperada, deverão acusar retrações. A despeito da evolução mais favorável dos preços dos produtos comercializáveis nos últimos meses, as vendas em diversos segmentos do varejo já sofrem impactos negativos, em decorrência da elevação do custo do crédito ao consumidor, cuja atual taxa de juros (54,4% ao ano) se encontra no patamar mais elevado desde março de 2011, segundo relatório recente do Banco Central.
Indústria recua 5,9% no primeiro trimestre do ano – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial retraiu 0,8% em março deste ano, após uma queda de 1,3% em fevereiro e crescimento de 0,3% em janeiro de 2015. Em março de 2014 também houve queda em relação a fevereiro, com uma variação negativa de 0,4%. Desde o início do ano passado, este foi o nono mês com retração. Em comparação com o mês imediatamente anterior, dados com ajuste sazonal. A Indústria extrativa acelerou 0,5%, o quarto resultado positivo consecutivo após retração de 1,1% em novembro de 2014. Enquanto a de Transformação recuou 0,9%, após crescer 1,4% em janeiro deste ano. Houve queda em todas as categorias de uso analisadas, sendo Bens de capital o maior destaque (-4,4%). Na comparação com março de 2014, houve uma queda de 3,1%, continuando a tendência negativa observada desde dezembro de 2013, entretanto com a taxa menos intensa desde janeiro de 2015. Assim como na análise anterior, a Indústria de transformação, com recuo de 5,1%, foi a principal influência, sendo que a Indústria extrativa acelerou 8,9%. Em ambos os casos, houve continuidade de suas tendências, com início em janeiro do ano passado. Novamente similar ao observado na comparação anterior, todas as categorias de uso recuaram, com Bens de capital mostrando o maior resultado negativo (-12,4%), seguido por Bens de consumo duráveis, com retração de 6,6%. Equipamentos de transporte industrial foi a atividade com maior queda (-19,5%).
Prorrogação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) – O Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um instrumento fundamental para auxiliar no processo de regularização ambiental de propriedades e posses rurais. Consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das Áreas de Proteção Permanente (APP), Reserva Legal (RL), remanescente de vegetação nativa, área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital, a partir do qual são calculados os valores das áreas para diagnóstico ambiental. Ferramenta importante para auxiliar no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR fomenta a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade ambiental, sendo atualmente utilizado pelos governos estaduais e federais. No Governo Federal, a política de apoio à regulamentação ambiental é executada de acordo com a Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, que criou o Cadastro Ambiental Rural em âmbito nacional, e de sua regulamentação por meio do Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012, que criou o Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar), que integrará o CAR de todas as Unidades da Federação.