Destaque da edição:
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Administrando expectativas – O Federal Reserve enfrenta esse ano um desafio sem precedentes. Após o maior estímulo monetário de sua história, a instituição prepara o terreno para aumentar sua taxa de juros básica, a taxa dos Fed Funds, pela primeira vez desde 2006, e após tê-la mantido próxima a zero por quase seis anos. No processo de normalização da política monetária, a dificuldade principal será na administração das expectativas, em momento no qual as incertezas são grandes, tanto em relação à robustez da recuperação da economia, quanto em relação aos efeitos da mudança da política monetária sobre a atividade econômica e preços dos ativos. Os riscos são diversos e não desprezíveis e, portanto, turbulências são esperadas. Os bancos centrais têm como principal instrumento a taxa de juros de curto prazo, que no caso do Fed, é a Fed Funds rate. No entanto, esse instrumento tem limitações. A taxa de juros sob o controle dos bancos centrais, por meio das operações de mercado aberto, é apenas a taxa de juros nominal de curto prazo. Contudo, as variáveis que importam para a atividade econômica são as variáveis reais, e, no caso da taxa de juros, sua estrutura a termo, o que torna as expectativas dos agentes econômicos extremamente importantes para a política monetária, tanto em relação à inflação, quanto em relação à trajetória futura dos juros. Desta forma, a comunicação dos bancos centrais tem um papel central na condução da política monetária.
Outras matérias:
Mercado reduz expectativa do PIB para -1,18% – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (30/04), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 8,26%, após chegar a 8,20% há quatro semanas passadas. Esta é a terceira aceleração, após a retração de 0,07 ponto percentual há três semanas passadas, além de continuar bem acima do limite superior da meta (6,50%). As projeções para 2016 permaneceram em 5,60% pela quinta vez consecutiva, sendo, portanto, similar à quatro semanas passadas. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 0,70% para abril e 0,50% em maio. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 0,67% para abril e 0,50% para maio, valores próximos ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em março alcançou 8,13% no acumulado dos últimos 12 meses. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 13,50%, maior do que na semana anterior. Ou seja, com mais acréscimos ao longo do ano, até um aumento total de 0,25 ponto. A próxima reunião do Copom será nos dias 2 e 3 de junho. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 11,50%, ainda menor do que a taxa atual, previsão estável há dezoito semanas.
Relações bilaterais Brasil-EUA – Sob a coordenação da CNI, U.S. Chamber of Commerce e do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), foi realizada, em Brasília, uma mesa redonda sobre serviços e investimentos entre os dois Países. O evento faz parte da agenda da Missão de Interesses dos EUA no Brasil, promovida pela seção norte-americana do Cebeu, e contou com a participação de expressivos nomes do setor privado e público, diretamente envolvidos com o comércio bilateral, como Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior do MDIC; Carlos Márcio Cozendey, chefe do Departamento de Assuntos Financeiros e de Serviços do MRE; Carlos Eduardo Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI; Gabriel Rico, CEO da Câmara Americana de Comércio e Cassia Carvalho, diretora Executiva da Seção Americana do Cebeu. Os temas foram abordados considerando as expectativas relacionadas à próxima visita da presidente Dilma aos EUA, que ocorrerá no final de junho. Os representantes do governo brasileiro, embora mostrando discreto otimismo em relação a medidas concretas que possam ocorrer imediatamente em razão da visita, preferem apostar que esse será muito mais um passo de caráter político, no sentido da normalização total das relações entre os dois países, arranhadas pelo conhecido caso de espionagem, que teve como consequência direta o cancelamento de uma viagem presidencial e a paralização do desenvolvimento de acordos em curso.
Seminário CNI – No dia 29 de abril, a CNI promoveu a segunda versão do seminário internacional Pense nas Pequenas Primeiro, no auditório da sua sede, em Brasília, para uma plateia que praticamente lotou o local. Desta vez, vieram representantes do Chile, Estados Unidos, União Europeia e Dinamarca, para contar as experiências de seus Países e regiões segundo a ótica dos dois primeiros, dos três painéis do evento. O Pense nas Pequenas Primeiro dividiu- se nos seguintes temas: Segunda chance: como incentivar o empreendedor a voltar para o mercado; Compras governamentais: como criar um ambiente propício para as MPEs; e Como aperfeiçoar as políticas brasileiras para as MPEs. Além de representantes institucionais da CNI, puderam contribuir para as palestras e debates alguns parlamentares da Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa do Congresso Nacional, mais um professor da USP, o diretor-presidente do Sebrae Nacional, entre outros participantes.