Voto de confiança
Setor que ajudou de forma decisiva a economia brasileira a atravessar os piores momentos da crise global de 2008 e 2009, na qual vários países foram à bancarrota, o comércio finalmente perdeu força em 2014, refletindo a situação geral de declínio do modelo de desenvolvimento baseado no consumo.
Voto de confiança
Setor que ajudou de forma decisiva a economia brasileira a atravessar os piores momentos da crise global de 2008 e 2009, na qual vários países foram à bancarrota, o comércio finalmente perdeu força em 2014, refletindo a situação geral de declínio do modelo de desenvolvimento baseado no consumo.
A reportagem de capa desta edição da CNC Notícias confirma o que as pesquisas da CNC vieram mostrando ao longo de todo o ano de 2014: com um consumidor sem confiança, uma inflação em níveis elevados e crédito cada vez mais restrito e caro, as vendas despencaram, e os empresários do comércio viram a fortaleza do setor tremer. Pela primeira vez em cinco anos a participação do comércio na formação do PIB apresentou queda – 1,8%, de acordo com os dados divulgados em março pelo IBGE.
Várias são as explicações para esse resultado, mas o importante, agora, é o que está sendo feito para reverter a situação. O governo vem trabalhando para emplacar as medidas do ajuste fiscal tão necessário ao equilíbrio das contas públicas e soltando algumas amarras que resultaram em um controle artificial da economia, como no caso do câmbio e dos preços administrados.
Em linhas gerais, a CNC entende que a direção está correta e que é o momento de um voto de confiança nas ações que a presidente Dilma Rousseff e sua equipe – com o ministro Joaquim Levy à frente – vêm realizando.
A verdade é que não há margem para erros. E o cenário do “quanto pior, melhor” simplesmente não pode ser uma alternativa, pois todos sairão perdendo e serão chamados a arcar com seu quinhão na hora que a fatura chegar.
O momento difícil que o País atravessa pede, ou melhor, exige um comportamento responsável diante dos obstáculos e desafios à frente.
O Brasil precisa retomar a capacidade de investir, para crescer e gerar empregos. É nisso que os empresários do comércio acreditam. E é por isso que a CNC vai continuar lutando.
Boa leitura!