A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços lançou o Perfil Nacional do Comércio e Serviços Imobiliários, no Salão Nobre do Congresso Nacional, nesta terça-feira, 17 de março. A publicação é fruto do trabalho dos Sindicatos da Habitação (Secovis) de todo o País, ligados à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI).
A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Setor de Serviços lançou o Perfil Nacional do Comércio e Serviços Imobiliários, no Salão Nobre do Congresso Nacional, nesta terça-feira, 17 de março. A publicação é fruto do trabalho dos Sindicatos da Habitação (Secovis) de todo o País, ligados à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio da Câmara Brasileira de Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI).
O material apresenta uma análise do cenário nacional, com dados do setor imobiliário, incluindo condomínios e empresas das atividades imobiliárias, bem como indicadores econômicos e comparação dos números da habitação no Brasil e no mundo.
Diante dos convidados, parlamentares e membros dos sindicatos, o coordenador da CBCSI, que também é presidente do Secovi Rio e diretor da CNC, Pedro Wähmann, explicou a estrutura dos sindicatos, destacando a importância do trabalho da CNC em defesa dos Secovis. “Nós nos organizamos por meio da CBCSI, da CNC, que tem sido nossa principal interlocutora e nos representa nacionalmente”, afirmou.
Wähmann disse que o trabalho constitui-se de conjunto de informações que vão servir para a tomada de decisões estratégicas, não só no segmento público, como também no privado.
Ao comentar o estudo, ele destacou o aumento de moradias em condomínios, apresentando-o como fruto do crescimento das cidades. Outro item de destaque foi a locação: “Hoje o Brasil tem uma das menores taxas de locação entre as grandes economias mundiais”, levantando a questão da tributação como incentivo às pessoas físicas que investem em imóveis como garantia de renda.
A cerimônia de lançamento foi aberta pelo deputado Augusto Coutinho (DS-PE), que representou o presidente da Frente Parlamentar de Serviços e vice-presidente da CNC, deputado Laércio Oliveira. Para Coutinho, o trabalho realizado pelo Secovi Rio, com apoio dos demais sindicatos, gerou um estudo que representa dados socioeconômicos do Brasil para o desenvolvimento do setor imobiliário. “Um estudo completo para alavancar o setor imobiliário. Como engenheiro civil que sou, parabenizo o belo trabalho que fazem pelo setor. Em nome da Frente Parlamentar de Serviços, digo que estamos à disposição para apoiar o segmento imobiliário”, afirmou o deputado.
Objetivos da publicação
Segundo o coordenador da CBCSI, a publicação tem basicamente dois objetivos, sendo o primeiro deles institucional. “Queremos chamar a atenção para o trabalho dos Secovis em defesa do segmento de comércio e serviços imobiliários, que é a ponta final da cadeia produtiva da habitação, a qual vai lidar com a vida do imóvel depois de pronto, pela vida útil de 50 a 60 anos. Merecemos uma visão melhor da sociedade e das autoridades sobre o que representa o nosso segmento”, disse Wähmann.
É também um trabalho informativo. “Com riqueza de dados a partir de uma análise do perfil demográfico do Brasil, traçamos um perfil da moradia, do crescimento do segmento dos condomínios e do que isso representa em termos de empregabilidade, postos de empregos que não vão se extinguir (porteiros, vigilantes), da massa salarial, enfim, dados estatísticos sobre o setor e a área de compra e venda.” Segundo Pedro Wähmann, há uma previsão de que o projeto volte a ser produzido, talvez em dois anos, com busca de outros dados que enriqueçam ainda mais o conjunto de informações.
Planejamento urbano
Também presente, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) disse que “o tema é o sonho da realidade brasileira de ter uma casa própria. E esse trabalho da CBCSI ajuda muito a pautar o setor com informações e dados, abrindo espaço para levar a questão adiante. É projeção que nos ajuda a saber o quanto precisamos melhorar a cada ano, inclusive levando em conta o planejamento: saneamento da água e da mobilidade urbana, por exemplo”.