Sumário Econômico 1393

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Destaque da edição:

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A difícil tarefa do reequilíbrio fiscal – O ano de 2015 será um tempo de purgação para corrigir os erros que nos últimos anos marcaram a má condução da política econômica. A purificação da economia brasileira requer, em face dos “déficits gêmeos”, o fiscal e o externo, rígido controle do gasto público e livre flutuação do câmbio. E mais, um realinhamento de preços relativos, em especial tarifas dos serviços públicos, o que significa impor ao País um período de “inflação corretiva”. Na busca de confiabilidade através do cumprimento da palavra empenhada, fica muito difícil alcançar a meta de inflação de 4,5%, em 2016. A meta fiscal de um superávit primário fixado prudentemente em 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) tem um forte conteúdo de indeterminação. Qual será ao final do ano o valor do denominador? Nos dias de hoje, há fortes indícios de contração comparativamente ao resultado estimado para 2014, que aponta para uma taxa próxima de zero, refletindo a estagnação, ou melhor, a ausência de crescimento econômico. Além do efeito de contração resultante da tentativa de corrigir o desequilíbrio das contas públicas como pré-condição para domar a inflação, há do lado real da economia, restrições ao aumento do PIB, sintetizadas na expressão “condições físicas da oferta”. As crises hídrica e elétrica são, no curto prazo, fatores limitativos da expansão dos níveis atuais de produção. A escassez de água compromete a produção agropecuária, assim como da indústria de transformação, alimentos e bebidas, siderurgia, papel e celulose e química.

 

Outras matérias:

Expectativa de PIB negativo em 2015 – No último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (20/02), a mediana das expectativas para o IPCA aumentou para 7,33%, após chegar a 6,99% há quatro semanas. É o oitavo aumento consecutivo, além de superar o limite superior da meta (6,50%). Contudo, as projeções para 2016 mantiveram-se em 5,60%, similar à semana anterior. No curto prazo, as projeções dos analistas são de 1,04% para fevereiro e 0,79% em março. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – projetaram IPCA de 1,04% para fevereiro e 0,82% para março, valores superiores, apesar de próximos ao mercado. Segundo dados do IBGE, o IPCA de 2014 foi de 6,41%, enquanto em janeiro alcançou 1,24%. Projeta-se a taxa de juros Selic para o final de 2015 em 12,75%, ou seja, com mais acréscimos ao longo do ano, até um aumento total de 0,50 pontos. A previsão é que em 2016 a Selic recue e termine o ano em 11,50%, ainda menor do que a taxa atual, previsão estável há oito semanas. A próxima reunião do Copom será em março, nos dias 3 e 4.

Consulta pública – Inmetro – O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) é o responsável pela gestão dos Programas de Avaliação da Conformidade, no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC). Seu negócio é implementar de forma assistida aos programas de avaliação da conformidade de produtos, processos, serviços e pessoal, alinhados às políticas do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro) e às práticas internacionais, promovendo competitividade, concorrência justa e proteção à saúde e segurança do cidadão e ao meio ambiente. Seu público-alvo são os setores produtivos, as autoridades regulamentadoras e os consumidores. O processo de elaboração dos Programas de Avaliação da Conformidade tem como premissa a implantação assistida, ou seja, desde a concepção até a implementação e posterior acompanhamento no mercado, o programa deve ser conduzido de forma a identificar fatores facilitadores ou que possam dificultar a implantação assistida, contemplando para cada ação sua natureza, meios, responsáveis e prazos, de forma a facilitar o entendimento, aceitação e adequação ao Programa por todas as partes interessadas, que, por sua vez, contempla também as partes impactadas.

Comércio eletrônico em 2014 – Foi recentemente lançado pela consultoria E-bit o relatório WebShoppers relativo ao ano de 2014. Trata-se de uma das mais respeitadas pesquisas sobre a evolução do varejo eletrônico no Brasil, e onde são evidenciadas tendências, mudanças de expectativas e de comportamento dos chamados e-consumidores. De acordo com o trabalho, as vendas no comércio eletrônico em 2014, no Brasil, superaram as previsões iniciais. O faturamento das vendas online de bens de consumo em 2014 foi de R$ 35,8 bilhões. Esse valor representa um crescimento nominal de 24% em relação a 2013, quando a receita total atingiu R$ 28,8 bilhões. Já o número de pedidos feitos via internet, em 2014, foi de 103,4 milhões, uma quantidade 17% maior que a registrada no ano anterior (88,3 milhões). E o tíquete médio superou R$ 347,00 ou seja, 6% maior que em 2013. Ao todo, 51,5 milhões de pessoas fizeram pelo menos uma compra online no ano de 2014, sendo 10,2 milhões de estreantes. Considerando o total de pedidos, chega-se a uma média de duas compras por consumidor. As transações realizadas por meio de aparelhos móveis corresponderam a 9,7% de todas as vendas de bens de consumo pela internet. No primeiro semestre, a participação chegava a 7%. Em dezembro de 2014, 65% dessas compras foram originadas por smartphones e 35% por tablets, o que mostra uma inversão em relação a janeiro de 2014, quando este último era responsável por 67% das transações do mobile commerce.

Números robustos de MPEs – A notícia que mais chamou atenção foi o alto percentual (+125%) de MPEs que procurou a Receita Federal para a opção pelo Simples Nacional, regime tributário que diminui a burocracia e alivia o caixa e o resultado das MPEs, ao representar diminuição da carga tributária de até 40%. Nos últimos três anos, os acréscimos de optantes (MPE) – e microempreendedor individual (MEI) – no sistema têm superado a casa do milhão, por conta de fatores que merecem ser citados, a partir da importância destas empresas no processo de desenvolvimento do País, tais como: sendo reflexo do dinamismo da economia brasileira; o caminho pelo qual a economia tende a crescer; incentivos à diminuição da informalidade; e, muito importante, sinal da sensibilidade dos legisladores e dos formuladores de política. Assim, são gerados efeitos positivos por meio das políticas públicas e das leis, cujas aplicações redundam no fortalecimento do segmento. Estes vetores respondem pelo aumento dos anos de vida das MPEs; e permitem que haja florescimento de novos e o maior número de negócios.

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