A dificuldade de financiamentos para o desenvolvimento de hotéis gerou um fenômeno conhecido como Condo-Hotéis, modalidade que só existe no Brasil, e que hoje é responsável por cerca de 80% dos novos hotéis viabilizados no País.O assunto foi debatido por Diogo Canteras, da HotelInvest, empresa de consultoria especializada em investimento hoteleiro, durante o Encontro PanHotéis, em 22 de outubro, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.
A dificuldade de financiamentos para o desenvolvimento de hotéis gerou um fenômeno conhecido como Condo-Hotéis, modalidade que só existe no Brasil, e que hoje é responsável por cerca de 80% dos novos hotéis viabilizados no País.O assunto foi debatido por Diogo Canteras, da HotelInvest, empresa de consultoria especializada em investimento hoteleiro, durante o Encontro PanHotéis, em 22 de outubro, na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.
O conceito de condo-hotel se diferencia do apart-hotel. No primeiro, todas as unidades são destinadas ao empreendimento hoteleiro (“pool”) enquanto os “aparts” possuem parte das unidades disponíveis para residências. “Essa é uma maneira de viabilizar um hotel através do mercado imobiliário, com a venda das unidades hoteleiras (UHs) para proprietários independentes”, afirmou Canteras.
Segundo o consultor, o conflito de interesses desta modalidade com o setor hoteleiro é que o condo-hotel envolve dois negócios diferentes em dois momentos. O primeiro momento é o da incorporação imobiliária, que tem o objetivo de ganhar dinheiro com a venda dos imóveis, e o segundo passa a ser um negócio hoteleiro. “O conflito é que quanto maior o resultado da incorporação e o preço de venda do negócio imobiliário, menor a perspectiva de retorno financeiro com a hotelaria”, explicou.
Pensando em viabilizar essa nova fonte de investimentos para a hotelaria, de maneira responsável, o setor hoteleiro reunido com o imobiliário chegou a um consenso sobre as melhores práticas que devem reger esse produto imobiliário de investimentos. As informações estão detalhadas no Manual de Melhores Práticas para Hotéis de Investidores Imobiliários Pulverizados (Condo-hotéis), elaborado pelo Secovi-SP (Sindicato da Construção). Segundo Canteras, o manual serve de referência para os negócios no País, tanto para incorporadores quanto para os compradores ou investidores individuais.
“A venda tem de ser transparente. Caso contrário, se configura como um ato sério contra o consumidor”, disse Canteras. Ele ensina que a primeira exigência que o comprador deve fazer é um estudo de viabilidade do investimento, que leva em conta a localização, o mercado, o conceito do produto, entre outros. Para o Consultor o ordenamento deste mercado é importante para não gerar uma oferta hoteleira excessiva. “Uma superoferta faz a ocupação cair e por consequência cai também o valor da diária, o que destrói o valor de mercado e assim, todos perdem”, finaliza Canteras.
O Encontro PanHotéis tem patrocínio da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, Sesc e Senac, com apoio de Sleep Solutions, ABIH, FBHA, Fohb, Resorts Brasil, Abracohr e R1 Solutions, tendo a Pestana Hotels & Resorts como rede oficial.