Em funcionamento desde 2008, a Escola Sesc de Ensino Médio já formou vários alunos, vindos de todos os estados brasileiros. Os frutos da dedicação de cada um deles ultrapassaram os muros da Escola, que tem altos índices de aprovação nos vestibulares brasileiros e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde a primeira turma de formandos, em 2010. Contudo, alguns destes alunos foram além das fronteiras brasileiras.
Em funcionamento desde 2008, a Escola Sesc de Ensino Médio já formou vários alunos, vindos de todos os estados brasileiros. Os frutos da dedicação de cada um deles ultrapassaram os muros da Escola, que tem altos índices de aprovação nos vestibulares brasileiros e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde a primeira turma de formandos, em 2010. Contudo, alguns destes alunos foram além das fronteiras brasileiras.
Opção cada vez mais presente para muitos jovens, o intercâmbio internacional sempre foi uma meta para Deborah Pereira, ex-aluna da Escola Sesc de Ensino Médio que está de malas prontas para a Universidade do Porto, em Portugal. Deborah se formou em 2011, e participa de um programa de intercâmbio financiado pelo Banco Santander. Em Portugal, pretende dar continuidade à faculdade de Letras iniciada aqui no Brasil. “Vou cursar disciplinas da graduação que faço no Brasil e algumas sobre cultura e literatura portuguesa. Lá, quero continuar uma pesquisa que comecei aqui, sobre as diferenças sincrônicas entre o português do Brasil e o de Portugal”, conta Deborah.
Natural de Manaus (AM), Deborah ainda diz que a experiência de estudar na Escola Sesc foi uma oportunidade única. “Estudar com gente de todos os cantos do País e viver com estas pessoas, compartilhando anseios, experiências, medos e alegrias despertou vários sentimentos bons em mim e faz com que eu me sinta conhecedora de um pouquinho de tudo o que tem no Brasil”, afirma ela, que pretende devolver o que aprendeu na Escola. “Quero estudar até o doutorado e me tornar professora. Sonho em trabalhar com educação desde sempre. E também quero ter a experiência de trabalhar com tribos e línguas indígenas um dia”, finaliza.
A experiência na Escola Sesc também foi decisiva no futuro de Geraldo Pereira Neto, natural de Araxá (MG), que se formou em 2010. “Foram três anos que me transformaram profundamente, de tal forma que acredito que ainda seja cedo para compreender totalmente como minha personalidade e aspirações se desenvolveram durante o tempo em que vivi um projeto tão especial e único”, afirma.
Geraldo cursa Relações Internacionais e História na Lafayette College, no estado americano da Pensilvânia, bem próximo à cidade de Nova York. Foi lá onde conseguiu um estágio na Globo Internacional, pensando em aprimorar seus conhecimentos. “Tive a oportunidade de conhecer a dinâmica do escritório e trabalhar com vários produtores, realizando diversas pesquisas para reportagens, entrevistas e também participando de filmagens e reuniões”, disse Geraldo. Entre suas experiências, está também um encontro com o ex-presidente americano Jimmy Carter.
Tanto Deborah quanto Gilberto acreditam que o modelo de ensino da Escola Sesc traz enriquecimento e inovação. “A Escola Sesc tem como característica uma pluralidade de atividades e projetos nos quais os alunos podem participar inteiramente. Além disso, a convivência entre os alunos, professores e funcionários é bem forte e proveitosa, o que faz com que a gente adquira noções de alteridade, companheirismo e autonomia. Estas noções são o que movem a Escola Sesc e constroem um clima de respeito e afeto na comunidade” disse Deborah.
“Ao desenvolver um projeto ousado, o Sesc mais uma vez firmou seu compromisso com a sociedade brasileira de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico do País. A criatividade, perseverança e energia dos alunos representam o futuro do Brasil, e ao investir seriamente neste potencial, o Sesc demonstra que educação de alta qualidade para a formação de líderes e cidadãos conscientes e engajados é a chave para o desenvolvimento”, completou Geraldo.
Um brasileiro no Google
O caso do ex-aluno Lucas Sperb, de Camaquã (RS), é um pouco diferente. Cursando Biomedicina na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, ele foi um dos oito mil selecionados para testar o Google Glass, produto da Google que funciona como óculos de realidade aumentada, com acesso a internet, registro de fotos e gravação de vídeos. “O produto modifica nossa forma de interagir com a tecnologia, podemos fazer pesquisas, tirar fotos, é realmente muito fácil e divertido”, disse Lucas, que esteve em Nova York testando o produto no início de julho.
Para conseguir a proeza, ele participou de um concurso do Google e desenvolveu um aplicativo para a plataforma Android em que o usuário poderá enxergar letras de músicas e as notas que devem ser tocadas em determinado instrumento. Lucas foi o único brasileiro selecionado no concurso.
Sobre a Escola Sesc, Lucas afirma que seus três anos de estudo foram de muito aprendizado. “Este período serve não apenas para aumentar nosso conhecimento acadêmico, mas também para abrir nossos horizontes em referência ao mundo”, disse ele, que pretende investir no mercado de aplicativos. “Estou planejando abrir uma empresa especializada no desenvolvimento de aplicativos para a plataforma do Google, visto que são milhares as possibilidades de aplicações” concluiu.
*Matéria publicada na CNC Notícias n° 158, de julho de 2013.