Uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que desde outubro é chefiada por Daniel Godinho, será o fortalecimento de instrumentos para defesa comercial. A informação foi divulgada por Godinho durante reunião da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), realizada em 14 de outubro na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.
Uma das prioridades da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que desde outubro é chefiada por Daniel Godinho, será o fortalecimento de instrumentos para defesa comercial. A informação foi divulgada por Godinho durante reunião da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), realizada em 14 de outubro na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.
“Hoje podemos encarar todos os desafios ligados a importações desleais ou ilegais”, afirmou Godinho, que substitui desde agosto Tatiana Prazeres na Secretaria. “Percebemos que é necessário pensar na defesa comercial como um pilar de nossa atuação. Temos um novo decreto que traz celeridade a todo o processo”, disse o secretário, se referindo ao Decreto 8.058/2013, publicado no dia 29 de julho no Diário Oficial da União, que regulamenta o assunto. As novas regras para investigações antidumping entraram em vigor dia 1º de outubro.
Déficit conjuntural
Daniel Godinho também informou aos participantes da reunião que, no acumulado do ano, a balança comercial apresenta superávit de US$ 964 bilhões, e que o déficit registrado até agosto foi conjuntural, e sofreu influência da conta petróleo (importação e exportação de petróleo e derivados) que, neste ano, já alcançou um déficit de US$ 11,7 bilhões. De acordo com Godinho, pesou de forma negativa importações maiores de petróleo e derivados, combinadas com uma alta nas compras no exterior de petróleo, destinadas ao atendimento da demanda interna.
Godinho vê o futuro da balança com otimismo, acreditando que o câmbio terá impacto positivo nas contas até o fim do ano, além de um resultado melhor da conta petróleo. De acordo com o MDIC, as exportações brasileiras, na segunda semana de outubro, entre os dias 7 e 13, foram de US$ 4,867 bilhões (média diária de US$ 973,3 milhões). O resultado é 35,9% abaixo da média de US$ 1,517 bilhão da primeira semana. No comparativo houve queda nas exportações de produtos manufaturados (-56,4%), em razão de plataformas de perfuração e exploração, açúcar refinado, veículos de carga, etanol e motores e geradores elétricos. Também caíram as vendas de produtos básicos (-19,3%), por conta, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, milho em grãos e algodão. Já as exportações de semimanufaturados (31,3%) cresceram com destaque para açúcar em bruto, celulose, óleo de soja em bruto e ouro em formas semimanufaturadas.
“A briga pelo equilíbrio da balança é de longa data. Sempre trabalhamos com a ideia de que exportar é a solução”, disse Ernane Galvêas, presidente de honra da AEB, ex-ministro da Fazenda e consultor Econômico da CNC. A reunião da Associação tratou ainda do programa de trabalho para 2014, entre outros temas. Fábio Martins Faria, vice-presidente Executivo da AEB, anunciou que a 33ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex) deve acontecer no mês de agosto de 2014, no Rio de Janeiro, e que a 5ª edição do Encontro Nacional de Comércio Exterior de Serviços (Enaserv) deve acontecer em abril de 2014, em São Paulo.