Destaque da edição:
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Aumento das vendas do varejo surpreende em julho – Em julho, o volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 1,9% em comparação com junho, já descontados os efeitos sazonais, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE (PMC). A alta no mês foi puxada pelos ramos de tecidos, vestuário e calçados (+5,4%) e de artigos de uso pessoal e doméstico (+3,9%). As liquidações de inverno e os efeitos positivos do programa do governo foram as principais razões apontadas pelo IBGE para a alta expressiva do volume de vendas no mês. O resultado de julho foi o maior desde janeiro de 2012, quando houve alta de 2,8%. A inflação no varejo também ajudou. Em relação a junho, houve deflação de 0,3%, o resultado mais favorável desde janeiro do ano passado.
Outras matérias:
Novo marco regulatório para investigações de dumping no Brasil – Em julho desse ano, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), por meio de seu Departamento de Defesa Comercial (Decom), publicou o Decreto nº 8.058, em substituição ao antigo instrumento que estabelecia o marco regulatório do dumping no Brasil. O antidumping é o instrumento de defesa comercial mais utilizado no combate aos danos à indústria doméstica em razão das importações mais baratas. O dumping é definido pela Organização Mundial do Comércio como prática desleal de comércio exterior, em que os preços praticados pelos exportadores são menores do que aqueles praticados no mercado interno, causando dano à produção doméstica. A nova normativa passa a valer a partir do próximo dia 1º de outubro, e faz parte do escopo de medidas de defesa comercial tomadas no âmbito do Plano Brasil Maior. O Governo inseriu no Plano dois grandes objetivos: a redução do período de duração dos processos de investigação de dumping, e a diminuição do prazo e a obrigatoriedade da realização de uma determinação preliminar.
VI Congresso Internacional Sustentável 2013 – O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) realizará no dia 24 de setembro de 2013 o VI Congresso Internacional Sustentável 2013, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, com o tema Ações até 2020 para um Brasil sustentável em 2050. São esperadas 450 pessoas, entre empresários, representantes do primeiro setor, da sociedade civil e especialistas. A ética da sustentabilidade é subversiva. Impõe um processo de transformação urgente e radical, subvertendo a ordem econômica, social e ambiental que hoje prevalece. Não há outro caminho se quisermos deixar um legado às futuras gerações de harmonia entre oportunidades, qualidade de vida e sobrevivência da biodiversidade. O evento vai contar com especialistas para tratar de temas importantes na agenda da sustentabilidade.
Comissão Portos e a Lei nº 12.815/2013 – A Comissão Portos é uma entidade sem fins lucrativos, que congrega organizações que representam os diversos atores envolvidos com a atividade portuária. Contribuindo para a melhoria da competitividade sistêmica na interface marítima, no porto e nos acessos terrestres, vem ocupando posição de entidade integradora, coordenadora e representante do movimento empresarial portuário. Na qualidade de representante do Comércio, a CNC participa dessa Comissão, encaminhando ou apoiando pleitos de grande importância para o setor. A recente aprovação da Lei nº 12.815/2013 – chamada de “nova lei dos portos” em substituição à Lei nº 8.630/1993, que foi totalmente revogada, ensejou forte trabalho da Comissão Portos junto ao governo brasileiro. Ainda assim, a nova lei, conquanto apresente aspectos positivos, ainda está longe de boa parte dos anseios empresariais.
Gentrificação – O encurtamento das distâncias entre os países – por meio da aproximação feita pelas trocas comerciais, investimentos, deslocamento dos fatores, incremento dos serviços, turismo, entre outros, e considerando os efeitos do emprego da tecnologia na vida das empresas e das pessoas – tem influenciado o uso da linguagem verbal. Isso tem feito com que os países em desenvolvimento acabem importando e traduzindo por conta própria verbetes oriundos dos países centrais, em particular vocábulos da língua inglesa, criando neologismos para explicar fenômenos que tanto acontecem fora quanto internamente. Na onda da globalização, pode-se dizer que os fenômenos daqui podem vir ou não a sofrer influência externa; mas muitos deles se identificam pelas novas expressões que não possuem tradução literal – o que tem a ver com o movimento da língua falada e escrita ao redor do mundo. E gentrificação insere-se nesse contexto. A palavra não pertence à língua portuguesa; logo não consta no dicionário (Houaiss). Mas seu uso vem se tornando crescente com os fatos relativos ao que gentrificação quer dizer. Segundo a Wikipédia, “uma tradução literal do inglês gentrification (…), a um conjunto de processos de transformação do espaço urbano (…), resultando na valorização imobiliária desses espaços”.