Novos patamares
O ano de 2013 está apresentando aos setores do comércio um ritmo de acomodação. Após uma sequência de números robustos – em que, mesmo nos períodos mais agudos da crise desencadeada em 2008 pelo setor financeiro americano, o ritmo de crescimento das vendas ajudou a economia do País a avançar –, verifica-se uma desaceleração associada, principalmente, ao maior endividamento dos consumidores, em um cenário que inclui uma inflação continuadamente alta e restrições. Ao crédito.
Novos patamares
O ano de 2013 está apresentando aos setores do comércio um ritmo de acomodação. Após uma sequência de números robustos – em que, mesmo nos períodos mais agudos da crise desencadeada em 2008 pelo setor financeiro americano, o ritmo de crescimento das vendas ajudou a economia do País a avançar –, verifica-se uma desaceleração associada, principalmente, ao maior endividamento dos consumidores, em um cenário que inclui uma inflação continuadamente alta e restrições. Ao crédito.
Uma variável se mostra, agora, mais relevante à equação que vai determinar os resultados do comércio de bens, serviços e turismo nos próximos meses: o câmbio.
Conforme mostra a reportagem de capa desta edição da Revista CNC Notícias, o real, que já vinha caindo nos últimos meses, foi a moeda que mais se desvalorizou em relação ao dólar em agosto. A moeda brasileira recuou 5,97% ante o dólar americano entre os dias 1° e 19.
Os reflexos para a indústria e para o comércio são inevitáveis. Insumos e mercadorias importados alcançam um novo patamar de preços, obrigando os empresários a achar um ponto de equilíbrio entre o aumento dos custos e o repasse ao consumidor.
Permanece um sentido de cautela. As projeções da CNC apontam para alta próxima de 4,2% nas vendas do comércio para este ano. Embora o cenário para o segundo semestre seja mais promissor, com uma alta de 5,4%, o período de janeiro a junho foi o mais fraco desde 2003, com crescimento de 3%. As vendas de Natal devem aumentar em torno de 4,5%.
Depois do ritmo quase chinês dos últimos anos, o novo cenário vai exigir cuidados redobrados dos empresários do comércio, com atenção especial ao controle dos estoques e muita negociação com a indústria.
Cuidados necessários, para um tempo de consumidores também cautelosos.
Boa leitura!