Destaque da edição:
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Vulnerabilidade externa – O saldo em conta-corrente do balanço de pagamentos brasileiro passou de um superávit de 1,6% do PIB em 2005 para um déficit de 2,4% do PIB em 2012. Segundo estimativas do Banco Central, o déficit em conta-corrente deve aumentar este ano e alcançar 3,2% do PIB. O que mudou de lá pra cá e como isso afeta a posição do País em meio às turbulências atuais? A situação externa do Brasil passou por mudanças significativas durante esse tempo. No período pré-crise, a economia doméstica se beneficiou de uma melhora expressiva nos seus termos de troca. Após mais de duas décadas em queda, os preços das commodities escalonaram no início dos anos 2000. Por ser rico em recursos naturais e ter uma pauta exportadora concentrada em commodities, o Brasil se beneficiou de diversas formas. Além do superávit em conta-corrente, o País passou a receber grandes fluxos de capital estrangeiro.
Outras matérias:
Produção industrial recua 0,2% em julho – Segundo os últimos dados disponibilizados pelo IBGE, a produção industrial voltou a cair, após avançar 2,1% em junho. Na comparação com o mês imediatamente anterior, a indústria recuou 2,0% em julho, compensando o crescimento de junho – dados com ajuste sazonal. A maior contribuição foi a queda de 2,4% na indústria de transformação. A indústria extrativa ficou estável. Em relação às categorias de uso, todas mostraram taxas negativas, sendo Bens de consumo duráveis (-7,2%) a mais expressiva. Na comparação com julho de 2012 houve um aumento de 2,0% – o quinto resultado positivo do ano e o quarto consecutivo. A maior influência do mês foi o crescimento de 2,3% na indústria de transformação – também o quarto resultado positivo seguido. A indústria extrativa recuou 2,5%, com queda desde fevereiro de 2013 (-10,3%) e o resultado menos intenso desde então.
Pesquisa global Nielsen – Em junho de 2013, a Nielsen, empresa de pesquisa, divulgou dados a respeito da confiança do consumidor em sete países da América Latina – Argentina (AR), Brasil (BR), Colômbia (CO), México (MX), Chile (CL), Venezuela (VE) e Peru (PE). A pesquisa foi coletada entre 13 e 31 de maio com 3.514 pessoas. Em virtude das características de cada país – o que tem a ver com as peculiaridades do mercado, como é a composição do tecido social, estrutura organizacional das empresas, uso de capital intensivo ou da mão de obra, distribuição da renda, entre outras causas – e também da maneira como a economia está inserida no mercado global, dependendo do tipo da pergunta, poderá haver uma proporção de respostas muito comuns, concernentes a muitos ou a poucos países.
111ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, abriu a 111ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) alegando que há divergências e dúvidas no campo científico em relação à proposta de resolução que permite o uso de resíduos industriais contendo metais pesados e outros poluentes, justificados indevidamente como “em níveis aceitáveis”, para fabricar micronutrientes/fertilizantes para os solos brasileiros. Por esse motivo, retirou da pauta do Conama a citada proposta de resolução, matéria sobrestada, nos termos do artigo 20 do regimento interno do Conama. A proposta de resolução Conama nº 413/2009, que dispõe sobre o licenciamento ambiental de parques agrícolas, foi aprovada e permite a emissão de licença ambiental única, por meio de procedimento simplificado, para parques aquícolas em reservatórios artificiais que se enquadrem na capacidade de suporte do corpo hídrico para fins de aquicultura, de acordo com definição fornecida pelo órgão responsável pela outorga de direito de uso de recursos hídricos.